Clipping

Lucro do CTC cai na safra 2019/20 com encerramento de planta de etanol celulósico

Postado em 22 de Junho de 2020

O Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) encerrou sua planta-piloto de etanol celulósico na safra passada (2019/20), o que levou a companhia de pesquisa a encerrar a temporada com um lucro líquido 17,8% menor do que na safra anterior, de R$ 19,4 milhões.

O encerramento da planta gerou uma baixa contábil de R$ 33,2 milhões, mais R$ 3 milhões referentes à desvalorização de equipamentos que estão sendo postos à venda. O projeto foi interrompido por causa das dificuldades com a tecnologia do etanol de segunda geração e pelo seu alto custo.

Descontado esse e outros efeitos extraordinários, o lucro líquido do CTC ficaria em R$ 77 milhões, acima da safra anterior.

O resultado operacional foi efetivamente melhor. A receita líquida cresceu 31,1%, para R$ 244,8 milhões, enquanto o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) subiu 94%, para R$ 106,9 milhões.

Segundo o CTC, o aumento do Ebitda é explicado pela aumento de vendas de variedades de cana "premium", pela expansão da base de clientes, pelo avanço da área plantada com suas variedades e por reduções de custo.

A área cultivada com variedades de cana desenvolvidas pelo CTC somou 1,7 milhão de hectares na safra passada, ou 18% do total cultivado no Brasil. Essa extensão foi 18% maior do que a registrada na temporada anterior. A maior parte da área plantada com variedades do CTC na última safra foi de variedades "premium", que têm mais produtividade.

As variedades transgênicas, que começaram a ser lançadas no mercado há cerca de três anos, ocuparam 12 mil hectares, espalhados por mais de 100 usinas.

Ao longo da safra, o investimento do CTC em pesquisa e desenvolvimento em novas variedades, convencionais e transgênicas, e no projeto de sementes artificiais ficou em R$ 103 milhões, correspondente a 42% da receita líquida.

Com o resultado líquido positivo, o CTC anunciou proposta de pagamento de dividendos de R$ 5,74 por ação.


Fonte: Valor Econômico