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Lucro líquido da Bunge cai 80% no 1º trimestre para US$ 47 milhões

A companhia norte-americana Bunge, de forte atuação no agronegócio, registrou lucro líquido de US$ 47 milhões no primeiro trimestre de 2017 (US$ 0,27 por ação), segundo balanço divulgado nesta manhã. O resultado é 80% inferior aos US$ 235 milhões registrados no ano passado (US$ 1,54/ação). As vendas líquidas totais avançaram 24,8% no período, para US$ 11,12 bilhões.

Na avaliação da empresa, a redução das vendas na América do Sul prejudicou as margens do setor de agronegócios e levou a um desempenho abaixo do esperado para o trimestre. “Nosso time gerenciou bem os riscos, logística e as operações industriais. Apesar desse difícil início, nós continuamos a esperar um 2017 sólido e de crescimento nos lucros na comparação anual, apesar de abaixo das nossas estimativas anteriores”, disse o CEO e presidente da Bunge, Soren Schroder.

No setor de agronegócio, o EBIT recuou de US$ 282 milhões para US$ 109 milhões, queda superior a 60%. O desempenho foi influenciado pelos baixos preços das commodities e impactos negativos do câmbio, que afetaram o setor de grãos e processamento de soja no Brasil e Argentina. As vendas líquidas, entretanto, avançaram de US$ 6,28 bilhões, para US$ 7,8 bilhões.

No setor de produtos de óleos comestíveis, o Brasil foi importante para as vendas, contribuindo com maiores volumes e margens em boa parte dos produtos. O avanço, entretanto, foi parcialmente prejudicado pelas menores margens nos Estados Unidos. O EBIT do setor avançou 20%, para US$ 36 milhões no trimestre. No Brasil, a Bunge é dona de marcas como Delícia (margarina) e Salada e Soya (óleo de sementes), entre várias outras.

Quanto ao desempenho dos fertilizantes da empresa, a venda líquida recuou 10%, para US$ 52 milhões. Segundo a Bunge, o primeiro e segundo trimestres são sazonalmente fracos para as vendas de fertilizantes por causa do ciclo agrícola argentino – região que, por sinal, provocou o fraco desempenho na comparação anual. O EBIT do setor caiu de positivo em US$ 2 milhões no trimestre de 2016, para negativo em US$ 4 milhões em igual comparação neste ano.

Já para o açúcar e bioenergia, a empresa explicou que o primeiro trimestre é o período entressafra no Brasil, quando as usinas na região Centro-Sul normalmente não operam e vendem o açúcar e etanol que estão estocados de safras anteriores. O setor, entretanto, foi beneficiado pelo maior volume de açúcar vendido pela empresa e os maiores preços na comparação anual. As vendas líquidas avançaram 50%, para US$ 988 milhões. Já o EBIT ampliou as perdas, de US$ 14 milhões negativo para US$ 17 milhões negativo no trimestre de 2017.

Para o encerramento do ano, a empresa ajustou sua estimativa de EBIT entre US$ 800 milhões e 925 milhões no setor agro, apostando que as vendas devem avançar nos próximos meses, com agricultores retomando as compras – atraso que levou a um recuo nas projeções. No setor de açúcar e bioenergia, o indicador deve ficar entre US$ 100 milhões e 120 milhões. Com Dow Jones Newswires
 


Fonte: Estadão Conteúdo