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Lucro líquido da Cosan cresce 93,3% no 4º tri; moagem da Raízen cai 2% na safra

O conglomerado empresarial brasileiro Cosan reportou lucro líquido quase duas vezes maior no quarto trimestre de 2018 ante igual intervalo do ano anterior, enquanto a Raízen Energia, unidade sucroenergética da companhia, viu a moagem cair 2 por cento no acumulado da safra 2018/19, conforme balanço divulgado na noite de quinta-feira.

Entre outubro e dezembro, a Cosan registrou lucro líquido de 1,3 bilhão de reais, alta de 93,3 por cento na comparação anual. No fechado de 2018, o ganho da empresa foi 25,6 por cento maior, totalizando 1,6 bilhão de reais.

A geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) aumentou 2,1 por cento no trimestre, para 2,2 bilhões de reais, mas caiu 4,4 por cento no ano, para 5,1 bilhões.

A Cosan afirmou que o período de moagem no acumulado da safra 2018/19 da Raízen Energia, de abril a dezembro, atingiu 60 milhões de toneladas, queda de 2 por cento frente igual período de 2017/18.

“O clima mais seco neste ano afetou negativamente a produtividade agrícola, medida em quilos de ATR (Açúcares Totais Recuperáveis) por hectare, que foi 7 por cento inferior ao mesmo período do ano-safra anterior. Ainda assim, a produção de açúcar equivalente cresceu 1 por cento no acumulado da safra, reflexo de maior eficiência industrial”, disse a Cosan em seu balanço.

Nesses nove meses de safra, o mix de produção da Raízen Energia atingiu 53 por cento da oferta de cana para etanol, versus 45 por cento um ano antes, “refletindo a maior produção de etanol que atingiu nível recorde, estimulado pela maior rentabilidade do produto frente ao açúcar”.

Em 31 de dezembro, a Raízen Energia detinha 1,15 bilhão de litros de álcool em estoques, aumento de 15,1 por cento em relação ao ano anterior, em uma estratégia realizada por praticamente todo o setor sucroenergético em 2018/19. 

A Cosan disse ainda que os volumes vendidos pela Raízen Combustíveis aumentaram 3,8 por cento no trimestre, para quase 7 bilhões de litros, e 1,7 por cento no ano, a pouco mais de 25 bilhões.

Na Comgás, houve expansão de 6 por cento no volume total de gás natural distribuído (ex-termo) tanto no trimestre quanto em 2018, com crescimento em todos os segmentos de atuação, afirmou a Cosan.

 

 

 

 


Fonte: Reuters