Clipping

Maquinário para a usina de biodiesel chega a Juiz de Fora

Postado em 11 de Janeiro de 2021

Já está em Juiz de Fora o maquinário para a instalação de uma usina de biocombustível na cidade. O equipamento está na futura sede do empreendimento, no Centro Integrado de Ensino, Pesquisa, Extensão, Transferência de Tecnologia e Cultura (Ciepetec) da UFJF. Com ele, será possível iniciar a biorrefinaria para a produção de biodiesel e HVO (óleo vegetal). A previsão é que o projeto, ainda em fase piloto, seja iniciado na cidade em fevereiro. A iniciativa é da empresa inglesa Green fuels, adquirida com apoio do “Prosperity Fund”, fundo de cooperação do Governo britânico.

De acordo com o secretário de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Agropecuária da Prefeitura de Juiz de Fora, Ignacio Delgado, “a iniciativa da PJF e UFJF para pesquisa e validação de biocombustível, produzido com óleo de cozinha usado, sebo de animal e modalidades diversas de biomassa, como, por exemplo, o óleo do fruto da palmeira nativa macaúba, é a primeira etapa no desenvolvimento da Plataforma, instituída em 2018, desdobrando-se em negociações com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), a Secretaria de Aviação Civil (SAC) do Ministério da Infraestrutura, agências internacionais e empresas nacionais”, explica.

Ainda segundo o secretário, o propósito do projeto é viabilizar, em Juiz de Fora e região, a recuperação de áreas degradadas no meio rural, estimulando a agricultura familiar e a produção de alimentos localmente. Também tem o intuito de afirmar a cidade como polo nacional na área de energias renováveis, incluídos os combustíveis alternativos sem impacto climático.

O biodiesel produzido será utilizado, em substituição ao diesel fóssil, em veículos, grupos geradores, ou máquinas industriais, contribuindo para uma redução das emissões associadas ao uso de combustíveis derivados do petróleo. “Na primeira etapa, os veículos da UFJF e Empresa Municipal de Pavimentação (Empav) serão beneficiados com o combustível, que será também utilizado na máquina de usinagem da Empav e em grupos geradores da UFJF. A glicerina, obtida como subproduto do biodiesel, será aproveitada na obtenção de sabões e álcool em gel ou utilizada como biocombustível para queima”, destaca o diretor do Centro Regional de Inovação e Transferência de Tecnologia (Critt), Fabrício Campos.

O grupo Green Fuels está presente em cinco continentes e 80 países, com mais de 430 milhões de litros/ano de capacidade instalada e seis milhões de toneladas de Co2 equivalentes deslocados. Líder mundial em desenvolvimento e fabricação de biorefinarias em escala distribuída, é a única a obter um Mandado Real de sua Alteza Real, o Príncipe de Gales.

Novas parcerias para o projeto
O cônsul britânico em Belo Horizonte, Lucas Brown, destaca diversas oportunidades de parcerias entre a região e o Governo britânico a partir do projeto. “O governo britânico e o consulado em Belo Horizonte vêm desenvolvendo um relacionamento sólido de cooperação com o Governo de Minas Gerais em diversas frentes de trabalho como clima, meio ambiente, transição energética, entre outros. A assinatura do Memorando de Entendimento com o Governador Zema, em dezembro 2020, formalizou essa cooperação e o município de Juiz de Fora tem o potencial de ser um destaque nesse trabalho. Estamos muito animados porque este projeto consolida o nosso compromisso com o Estado de Minas Gerais.”

Como perspectiva futura, conforme Fabrício, ele cita o Instituto Resoluta, que atua na resolução de problemas de cidades; o Recicla Minas, empresa que já realiza coleta de óleo de fritura em Juiz de Fora e que poderá fornecer óleo usado para o abastecimento da planta de produção de biodiesel; e a Empresa Rhizom, que desenvolve sistemas de rastreabilidade e certificação da cadeia através da tecnologia blockchain, permitindo a verificação dos dados e emissão de relatórios para a pesquisa da UFJF e poderá criar uma plataforma digital de incentivos para fomentar a participação da sociedade e estimular boas práticas alinhadas ao desenvolvimento sustentável.

 


Fonte: Tribuna de Minas