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Máquinas agrícolas impulsionam mercado

Com objetivo de renovar a frota, grandes empresas buscam pregões eletrônicos para vender No primeiro trimestre deste ano, o agronegócio registrou seu melhor resultado em mais de 20 anos, ampliando o volume de vendas de máquinas agrícolas em leilões. O desempenho sustenta um movimento de renovação de equipamentos e amplia a oferta de itens para arremate.

Somente neste ano, o grupo Via Máquinas, baseado em Santa Catarina, cujo braço responsável pelos pregões é o Leilão Usadão Máquinas, vendeu 200 implementos para Moçambique, com deságio médio entre 25% e 30%.

"Vendemos máquinas para o plantio de cana, algodão e produção de alimentos. Nosso próximo passo é a China, porque Moçambique já é o meio do caminho", informa Marcelo Kozar, proprietário da empresa, que atua desde 2009 no mercado de leilões on-line, representando 84 grupos de concessionárias, como John Deere, Massey Ferguson e New Holland.

No biênio 2015-2016, a empresa dobrou seu faturamento por meio de leilões, passando de R$ 8 milhões para R$ 16 milhões e, neste ano, manteve até agora o mesmo faturamento do ano precedente. "Compramos nossas máquinas de concessionárias e, por isso, nossos deságios são menores. Neste mercado, é importante saber a origem do produto e se está em bom estado e sem dívidas. Para o agricultor, sobretudo para os que tiveram perdas e não podem obter financiamentos para comprar um equipamento novo, o leilão será sempre um ótimo negócio", diz. No próximo leilão, que acontecerá dia 7 de dezembro, há tratores com lances mínimos que variam de R$ 15 mil a R$ 325 mil – os pregões acontecem todas as quintas-feiras e os produtos podem ser visitados pela página do site da Usadão Máquinas.

Recuperação

Segundo um levantamento do Superbid, o segmento de máquinas agrícolas movimentou mais de R$ 135 milhões na empresa e a expectativa é fechar o ano com alta de 20% em relação a 2016. As máquinas são de empresas do setor de grãos, álcool e papel e celulose.

"Diferente da venda direta, o leilão garante uma negociação mais rápida", diz Jacqueline Luz, diretora comercial do Superbid. "Além disso, os preços são melhores do que nas revendas, já que não há intermediários", diz.

O empresário Adilson Eugênio de Lima, da Viação Adilson de Lima Ltda, compra e vende equipamentos há cinco anos por meio de leilões. Neste ano, investiu R$ 400 mil em trator e arado. "Chego a economizar 50%. Para fazer um lance, analiso a conservação do produto e a localização. Para mim, a distância máxima de um bom negócio é 300 quilômetros. Mais do que isso, o frete não compensa", afirma.

Na Milan Leilões, parte das máquinas agrícolas ofertadas são recuperadas de financiamentos. Para o leiloeiro Ronaldo Milan, o setor do agronegócio não sofreu com a crise. "O campo salvou o Brasil", afirma.

Por Silvana Nuti


Fonte: DCI