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Maringá deve ter primeiro posto com biometano

Em breve, o biometano produzido a partir de resíduos da cana estará nas bombas dos postos de combustíveis. A GEO Energética, em parceria com a Acesa Bioenergia, iniciou a produção de biometano em Tamboara (Noroeste). 

As parceiras estão negociando com uma rede de postos de Maringá para instalar a primeira bomba do biogás do Paraná. A estimativa é que o biometano custe em torno de R$ 2,50 a R$ 2,60 o metro cúbico na bomba. "Temos produção de biogás sobrando, então o mercado é quem vai nos dar a sinalização. Acreditamos muito no biometano como substituto do diesel", afirma Evaldo Medina Fabian, diretor da GEO.

As empresas investiram em torno de R$ 3 milhões na planta com capacidade de processamento de 140 Nm2 (normais metros cúbicos) de biogás por hora. A produção diária será de 1.800 Nm3, volume suficiente para abastecer cerca de 90 veículos por dia. O biogás passa por purificação para ficar dentro dos parâmetros de qualidade estabelecidos pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).

"O uso do biometano como substituto do diesel combustível é o passo que falta para completar a economia circular no setor sucroalcooleiro do nosso País", diz Alessandro Gardemann, diretor da GEO Energética e presidente do Conselho Administrativo da Abiogás (Associação Brasileira do Biogás e do Biometano).

"Além dos aspectos econômicos, o biometano obtido a partir do biogás produzido com os resíduos da cana-de-açúcar terá um impacto logístico muito relevante para o Brasil, pois vai interiorizar o biometano e reduzir os custos de transportes do diesel para a operação das próprias usinas de cana", completa Fabian.

Segundo a Abiogás, o Brasil é considerado o país com maior potencial de produção de biogás do mundo: 82 bilhões de metros cúbicos por ano. E possui matéria-prima para suprir, por meio do biogás e do biometano (biogás purificado), 70% do consumo nacional de diesel ou 36% do consumo de energia elétrica.

O setor sucroenergético é a grande promessa para o biogás, com potencial para gerar 41 bilhões de m³/ano. Em seguida, vem a agroindústria com 38 bilhões metros cúbicos e o saneamento, com 4 bilhões de metros cúbicos.

Ainda segundo a Abiogás, a meta do setor é oferecer 10,7 milhões de Nm3/dia de biometano no mercado brasileiro até 2025, chegando a 32 milhões de Nm3/dia até 2030. Isso é combustível suficiente para abastecer 1,6 milhão de veículos leves ou substituir quase 20% do consumo de óleo diesel. (A.M.P.)
Aline Machado Parodi Reportagem Local


Fonte: Folha de Londrina