Clipping

Menor espaçamento entrelinhas de cana-de-açúcar gera maior produtividade

Postado em 22 de Setembro de 2020

A redução de espaços entrelinhas no plantio de cana-de-açúcar tem o potencial de aumentar sua produtividade, mas os resultados de pesquisas sobre esse cultivo no Brasil e mundialmente seguem inconclusivos. Uma pesquisa realizada na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP) conduziu uma ampla revisão de estudos para juntar dados experimentais e identificar o espaçamento mais adequado em diferentes climas e regimes hídricos (irrigados ou sequeiro).

O estudo foi desenvolvido por Leticia Gasparotto e orientado por Fábio Marin, professor do departamento de Engenharia de Biossistemas. Os resultados indicaram que a produtividade da cultura aumentou significativamente à medida que o espaçamento entrelinhas foi reduzido.

“Apesar da maior produtividade nos espaçamentos reduzidos, o uso ainda é limitado principalmente devido à compactação do solo e aos danos às soqueiras de cana-de-açúcar causados pelo uso de maquinários de plantio e colheita usados atualmente”, disse a pesquisadora.

O espaçamento entrelinha de 90 cm apresentou a maior produtividade para o tratamento irrigado e sequeiro. Os menores valores médios de produtividade estavam entre 150 e 180 cm, que são frequentemente usados nos países de maior produção dependendo da zona climática e do regime hídrico.

Metodologia – A pesquisa incluiu um total de 28 estudos relevantes, que resultaram em 170 experimentos de campo em nove países. Os dados experimentais de campo foram agrupados com base na similaridade do clima, usando análise de agrupamento hierárquico (ou análise de cluster) para os experimentos de sequeiro e irrigado. A análise de variância foi usada para avaliar se a variação entre os valores de produtividade da cana-de-açúcar e, posteriormente, o teste de Tukey foi aplicado para comparar as médias de produtividade para cada espaçamento entrelinhas.

Os resultados estão publicados na Agronomy Journal e podem ser acessados aqui.

Por Letícia Santin | Estagiária de jornalismo - Revisão de Caio Albuquerque

 


Fonte: Cepea/Esalq - USP