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Mesmo sem redução da gasolina, com Brent caindo, haveria pequeno déficit de etanol

Postado em 31 de Janeiro de 2020

A Petrobras (PETR4) já avaliou o cenário do coronavírus versus queda do barril de petróleo tipo Brent e reduzirá a gasolina em 3%, depois de ter cortado 1,5% semana passada, além da redução autorizada no começo do mês. O certo é que o etanol continua competitivo e haveria um pequeno déficit nos próximos dois meses mesmo sem o recuo determinado pela estatal.

O petróleo perde quase 3% em Londres, a US$ 57,23 (longe do suporte dos US$ 60), e quase 2,5% o WTI em Nova York, por volta das 14h10 (Brasília).

Se se consolidar a menor produção de biocombustível diante da procura nas bombas, segundo avaliação da SCA Trading, não será dramático. “Uma pequena necessidade que poderá ser cortada da demanda”, diz Martinho Ono, CEO.

Partindo da observação que em janeiro, em plena entressafra, o mercado deverá ser abastecido com 1,9 bilhão de litros, o analista e trader de biocombustíveis acredita que em fevereiro e março a produção (a cada mês) girará entre 1,7 e 1,75 bilhão/l.

Ono atribui esse volume mesmo somando a expectativa de entrar ao redor de 150 milhões/l mensais de etanol hidratado de milho, elevando a oferta em 450/500 milhões/l de janeiro a março.

“E mais um pouco de anidro que deve ser convertido em hidratado”, espera também Martinho Ono.

Mesmo considerando a volta mais cedo da moagem de cana em algumas unidades e a entrada de etanol de milho, o marginal desbalanço diante do consumo ficaria à reboque, porém, de como a Petrobras pode reduzir o preço da gasolina.

Em avanço da epidemia de síndrome respiratória, consolidando um cenário de mais longo prazo de desaceleração econômica, e a gasolina podendo ser reduzida, chegaria provavelmente em plena safra de cana do Centro-Sul, que oficialmente começa em abril.

 


Fonte: Money Times