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Minas 300 anos: duas usinas voltaram a funcionar neste ano

Postado em 10 de Dezembro de 2020

A recuperação das indústrias produtoras de açúcar e álcool em Minas nos últimos anos garantiu a reabertura em 2020 de duas usinas que estavam desativadas no Estado. “Fomos agraciados neste ano com a reativação de duas unidades produtoras. Nós perdemos 11 unidades, mas com esse processo de recuperação que o setor vive nos últimos anos, especialmente nos últimos três anos, a gente começa a ter uma recuperação”, conta o presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar no Estado de Minas Gerais e do Sindicato da Indústria da Fabricação de Álcool, Mário Campos.

Ele avalia que o setor deve ter neste ano um resultado muito positivo, principalmente devido às características do mercado, devido à valorização do câmbio e à capacidade das empresas que conseguiram migrar a produção para outros produtos.

“Tivemos problemas de produção na Índia, na Tailândia, que são players que concorrem com o Brasil. Então, neste ano o mundo demandava mais açúcar. A gente produziu 10 milhões de toneladas de açúcar a mais e conseguimos exportar esses 10 milhões, mas em qualquer outro ano que não tivesse a pandemia, isso teria um efeito devastador em termos de preço”, salienta.

Hoje, Minas conta com 36 usinas, sendo que três produzem só açúcar, nove que produzem o etanol e 24 que fazem os dois produtos. O Brasil tem uma participação importante no caso do açúcar, sendo o maior produtor e exportador do produto. Já o Estado é o segundo em produção, ficando atrás apenas de São Paulo.

“Uma característica desse processo é que Minas diversificou muito a produção. Então, nós temos empresas que têm uma condição de mudança de produção do mix de açúcar e etanol considerável”, conta Mário Campos.

Nos 300 anos do Estado, o presidente do Siamig lembra da importância do setor ao longo da história de Minas. Ele salienta a transformação que o setor passou ao longo dos anos, saindo dos engenhos para as usinas, com a decadência também de regiões como Ponte Nova e o Sul de Minas, sendo hoje o Triângulo Mineiro responsável por 73% da produção mineira, seguida pelo Noroeste.


Fonte: Hoje em Dia