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Ministro do MME recebe proposta para desenvolvimento do setor solar fotovoltaico

Os dirigentes da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR) se reúnem, na próxima terça-feira (17/10), com o Ministro das Minas e Energia, Fernando Coelho, para apresentar proposta de programa nacional para o desenvolvimento do setor solar fotovoltaico brasileiro.

Para o presidente da associação, Rodrigo Sauaia, “a fonte solar fotovoltaica atravessa forte expansão no mundo, porém enfrentou obstáculos no Brasil nos últimos dez anos, que prejudicaram seu crescimento, deixando o país com 15 anos de atraso no desenvolvimento do setor.”

Sauaia destaca que “para recuperar o tempo perdido e acelerar o desenvolvimento desta fonte renovável, limpa, sustentável e de baixo impacto ambiental em nosso país, a ABSOLAR traz ao Governo Federal uma proposta estruturada de programa nacional para o setor”.

Na última década, países em desenvolvimento, como China, Índia e África do Sul, bem como nações desenvolvidas, como Alemanha, Japão, EUA, Reino Unido, França, Espanha, Itália, Canadá e Austrália, lançaram programas nacionais para o aproveitamento da energia solar fotovoltaica.

Tais programas criaram imenso valor às economias destes países, fomentando investimentos privados de bilhões de dólares e gerando milhares de empregos qualificados para a população local.

Adicionalmente, as medidas contribuíram para diversificar as matrizes elétricas das nações, aumentando a participação desta fonte renovável na matriz e reduzindo as emissões de gases de efeito estufa, material particulado e uso de recursos hídricos para o atendimento da demanda por energia elétrica de suas populações. 

“Com a proposta preparada em conjunto com o setor, buscamos posicionar o país como um protagonista na geopolítica do setor solar fotovoltaico internacional, tornando a energia solar fotovoltaica um vetor de progresso econômico, social, ambiental e estratégico ao Brasil, efeito já observado nos principais países em desenvolvimento e desenvolvidos do mundo”, esclarece Sauaia.

As recomendações da ABSOLAR foram organizadas em ações para o desenvolvimento do mercado (segmentos de geração centralizada e geração distribuída) e da cadeia produtiva do setor, incluindo temas como a contratação anual de 2 gigawatts (GW) de usinas solares fotovoltaicas por meio de leilões de energia elétrica, uma meta nacional de 1 milhão de telhados solares fotovoltaicos em residências, comércios, indústrias, edifícios públicos e na zona rural, a abertura de linhas de financiamento competitivas para pessoas físicas e uma política industrial para reduzir preços de equipamentos nacionais aos consumidores.

“O Brasil possui um dos melhores recursos solares do mundo, responsável pela geração de enormes riquezas no setor do agronegócio, mas ainda pouco aproveitado no setor elétrico. Com um programa objetivo e eficaz para desenvolver este setor, o País poderá se tornar um dos dez maiores mercados fotovoltaicos do planeta ao longo de poucos anos. Hoje, já somos referência em energia hidrelétrica, biomassa e eólica. Não podemos ficar para trás na fonte solar, considerada uma das fontes mais estratégicas no século XXI pelo setor elétrico internacional”, aponta Sauaia.


Fonte: Ambiente Energia