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Moagem no Centro-Sul cai 37% na 2ª quinzena de fevereiro ; produção de etanol sobe 5,22%

As usinas e destilarias do Centro-Sul do Brasil processaram apenas 731 mil toneladas de cana-de-açúcar na segunda quinzena de fevereiro da safra 2017/2018. O volume é 37% menor que o total de 1,16 milhão de toneladas moídas em igual período da safra passada. Segundo dados apresentados há pouco pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), no acumulado da safra, até 1º de março, o processamento foi de 585,285 milhões de toneladas, queda de 1,78% sobre igual período da safra 2016/2017, quando foram moídas 595,894 milhões de toneladas de cana. Segundo a Unica, apenas 15 usinas, em Mato Grosso do Sul e em Goiás, processaram cana na segunda metade de fevereiro.

Com apenas 7,06% da oferta total de cana destinada ao açúcar e 92,94% ao etanol, a produção do adoçante atingiu somente 5 mil de toneladas na quinzena final de fevereiro, baixa de 73,83% sobre igual período de 2017, e acumula 35,84 milhões de toneladas na safra, aumento de 1,57% ante 2016/2017. A oferta total do biocombustível foi de 74 milhões de litros na segunda quinzena de fevereiro, alta de 5,22% ante igual período da safra passada de 71 milhões de litros.

Foram produzidos 109 milhões de litros de hidratado, alta de 58,24%. Esse volume inclui a transformação de 34 milhões de litros de etanol anidro em hidratado, cuja demanda é maior no atual período. No acumulado da safra 2017/2018, 25,477 bilhões de litros de etanol foram produzidos, alta de 1,25% sobre igual período anterior. Do volume total de etanol fabricado até 1º de março, 14,971 bilhões de litros foram de hidratado, alta de 2,49%, e 10,506 bilhões de litros de anidro, queda de 0,47% ante o mesmo período da safra passada.

O teor de sacarose na cana, medido na quantidade de Açúcar Total Recuperável por tonelada processada (ATR/t), foi de 102,03 quilos (kg) na quinzena final de fevereiro, 2,28% inferior ao de igual período da safra passada. No acumulado da safra, o teor de sacarose está em 137,22 kg de ATR/t, alta de 2,66% sobre 2016/2017. 

Por Gustavo Porto


Fonte: O Estado de S. Paulo