Clipping

No período quente e úmido, as plantas daninhas crescem quatro vezes mais rápido do que a cana

Postado em 8 de Janeiro de 2020

Estimativas apontam que, durante essa época, as plantas daninhas podem reduzir até 42% da produção de cana por hectare. E nesse período que a cana precisa de mais ajuda para vencer a matocompetição

De acordo com o consultor Dib Nunes Jr. presidente do Grupo IDEA, durante todos os dias do ano, os profissionais do setor sucroenergético devem estar atentos para defender seus canaviais contra as plantas daninhas e ficarem abertos para o uso das melhores ferramentas que auxiliam a cana a vencer esta guerra.

Mas, no período quente e úmido, as plantas daninhas encontram condições climáticas favoráveis, tais como umidade, temperatura e luminosidade, que influenciam diretamente na germinação, desenvolvimento e crescimento. Por isso, é justamente nessa época que a cana precisa de mais ajuda para vencer a matocompetição. Estimativas apontam que, durante o período úmido e quente as plantas daninhas podem reduzir até 42% da produção de cana por hectare.

Se bobear as plantas daninhas dominam o canavial

A área de controle de plantas daninhas, segundo Dib, é fundamental para o setor canavieiro, já que nenhum outro processo exige tanta observação e conhecimento quanto o controle de plantas daninhas, sendo que, quanto maior a lavoura, maiores serão os desafios e as dificuldades. “É uma atividade que não permite erros, que podem custar caro. Somente no período quente e úmido, as plantas daninhas crescem quatro vezes mais rápido do que a cana.”

Dib explica que as plantas daninhas são tão agressivas devido às características de adaptabilidade e rusticidade. “Atualmente, temos espécies que se desenvolvem na sombra, como os cipós. Após a introdução da colheita mecanizada, novas espécies chegaram ao setor, mais adaptadas e muito mais agressivas. Hoje, em um ano, um pé de mamona vira árvore. Tudo isso, acaba exigindo cada vez mais qualidade dos serviços e produtos.”

Além disso, o Presidente do Grupo IDEA diz que as daninhas se desenvolvem numa enorme gama de solos, climas e latitudes, sendo que em cada condição, há uma forma de enfrentá-las. “Todos os anos são investidos milhões de reais somente na cultura canavieira para controlar essas plantas, por isso, precisamos saber como escolher o melhor produto e como aplicar, além de acompanhar a pós-aplicação. Não adianta aplicar um produto e virar as costas, pois a aplicação consiste apenas na metade do caminho. Temos de dar ênfase no acompanhamento da pós-aplicação. É dever dos profissionais acompanharem o efeito das medidas de controle, verificando o espectro de controle, o período residual e suas interações entre a cultura, as plantas daninhas e o ambiente de produção. Dessa forma, os resultados obtidos irão direcionar os tratamentos futuros.”

O consultor salienta que, se por um lado, aumentou a dificuldade no controle de plantas daninhas, por outro, as agroquímicas cada vez mais investem em herbicidas mais eficientes e os equipamentos de aplicação estão cada vez mais evoluídos. “Os herbicidas, na sua maioria, utilizados para a cultura da cana-de-açúcar, são seletivos, devido a aspectos de absorção foliar e à degradação do herbicida absorvido pela planta cultivada, com o controle das plantas daninhas sem comprometer o desenvolvimento e produtividade da cultura.”

O químico é o principal método de controle de plantas daninhas

Dib observa que o principal método de controle das plantas daninhas nos canaviais é químico. “Não é mais possível produzir cana sem o uso de herbicidas, em decorrência de um novo cenário: ausência do fogo, mecanização e a redução de mão de obra. “Antigamente, tínhamos multidões capinando as lavouras”, relembra.

No entanto, entre as práticas que podem ser adotadas visando evitar a disseminação e, consequentemente, diminuir o banco de sementes, Dib aponta lavar as máquinas agrícolas. “As máquinas disseminam sementes para todo o lado. Mas, quase ninguém lava o equipamento antes de mudá-lo de área, uma tática simples e que ajuda muito.”

 

Se você precisa lidar com o problema da matocompetição, reserve os dias 06 e 07 de maio para participar do 19º Herbishow - Seminário Sobre o Controle de Plantas Daninhas na Cana, realizado pelo Grupo IDEA em Ribeirão Preto. Informações em breve.

 


Fonte: CanaOnline