Clipping

Nova gasolina deve subir 1,5%, mas promete render até 6% mais

Postado em 5 de Agosto de 2020

Os postos têm até 90 dias para terminar de vender o estoque e vender a nova gasolina

A nova gasolina, que estreou na segunda-feira (3), deve ser R$ 0,06 mais cara, segundo o governo. Isso significa um aumento de cerca de 1,5% em comparação com o preço médio atual (R$ 4,144). Técnicos independentes avaliam que o novo combustível é melhor e rende até 6% mais.

Existem muitos fatores para avaliar o custo/benefício da mudança. De qualquer forma, uma simulação com carro 1.0 mostra que hoje, com R$ 100, ele roda 335 km na cidade. A nova gasolina, com os mesmos R$ 100, rodaria 349,9 km.

ESTIMATIVAS DE PREÇO E RENDIMENTO

Segundo o secretário de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (SPG) do Ministério de Minas e Energia (MME), José Mauro Ferreira, o preço pode subir até R$ 0,06 em média nas bombas. Se a estimativa se confirmar, o aumento deve ser de aproximadamente 1,5%. Por outro lado, o secretário estima que o consumo médio nos veículos vá cair de 3% a 5%.

De acordo com Rogério Gonçalves, especialista em novos produtos da Petrobrás e diretor de combustíveis da AEA (Associação Brasileira de Engenharia Automotiva), a expectativa é de um rendimento médio 6% maior.

QUAL ERA O PREÇO E COMO DEVE FICAR

O último levantamento da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) aponta que o preço médio da gasolina no Brasil em julho foi de R$ 4,144 por litro. Se confirmado o aumento de R$ 0,06, o preço médio subirá 1,45%, para R$ 4,204 por litro.

Na cidade de São Paulo, o preço médio em julho foi de R$ 4,013 por litro. Com o aumento previsto, o preço subiria 1,5%, para R$ 4,073 por litro da nova gasolina.

ENTENDA A NOVA ESPECIFICAÇÃO DA GASOLINA

A Resolução 807/20 da ANP (Agência Nacional do Petróleo) determina que a gasolina comum tenha massa específica (densidade) mínima de 715 kg/m³. Antes, não havia um limite mínimo de densidade, o que permitia misturas mais leves.

O novo padrão também deve ter octanagem mínima de 92 octanas pela metodologia RON (Research Octane Number) —método que mede a resistência do combustível. A partir de janeiro de 2022, a octanagem da gasolina comum sobe para 93 octanas.

O percentual de etanol anidro (álcool puro) foi mantido em 27% para as gasolinas comum e aditivada e em 25% para a gasolina premium. A partir desta segunda-feira (3), a gasolina vendida em refinarias ou por importadoras precisa estar dentros das novas especificações.

Os postos têm até 90 dias para terminar de vender o estoque e vender a nova gasolina.


Fonte: UOL