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Nova Tabela de Frete tem reajuste médio de 5% e agrava prejuízo logístico do setor

Com reajuste médio de 5%, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) publicou nesta quarta-feira (5) no Diário Oficial da União (DOU) uma nova tabela com preços mínimos de frete rodoviário, alterando a primeira versão, publicada em 30 de maio. Vários segmentos da sociedade continuam criticando a ingerência do Estado que tem cedido aos pedidos de uma categoria, no caso a dos caminhoneiros, mexendo na livre negociação que já era praxe neste tema.

A tabela de frete mínimo foi editada pelo Governo Federal após acordo com os caminhoneiros para por fim à greve que paralisou boa parte das estradas brasileiras por 11 dias no último mês de maio.

O reajuste da nova tabela leva em conta o ajuste de preços praticados pela Petrobras no litro do óleo diesel em suas refinarias, que após 90 dias congelado, subiu 13% na semana passada.

Para o presidente da UDOP, Amaury Pekelman, a medida (do novo reajuste na tabela) "continua sendo equivocada pelo Governo, que com uma visão míope da situação, tem onerado toda a cadeia sucroenergética, para citar apenas esta".

"Proposto pelo Governo Federal como uma `solução´ para o impasse com uma categoria (caminhoneiros), o tabelamento de frete é, sem dúvida alguma, um duro golpe no projeto brasileiro de voltar a crescer, isso porque, sabidamente, o País é altamente dependente do modal rodoviário para o escoamento de boa parte de tudo o que produz, e consome", destacou Pekelman em artigo veiculado no último dia 15 de agosto (veja o artigo aqui).

Segundo a ANTT, a nova tabela foi negociada em tempo recorde, após boatos que circularam pela mídia de uma possível nova paralisação dos caminhoneiros, depois do reajuste anunciado no óleo diesel na última semana.

Mesmo sem o último reajuste, a Tabele de Frete já vinha sendo objeto de inúmeras críticas. Entidades do setor produtivo, por exemplo, afirmam que a tabela trouxe um acréscimo no custo de frete próximo a 12%. Especificamente no setor da bioenergia, o impacto do tabelamento foi dimensionado, pela Unica, em cerca de 1,2 bilhão de reais, podendo ser agravado agora com o novo reajuste.

Por Rogério Mian


Fonte: Agência UDOP de Notícias