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O papel da Copersucar na trajetória do RenovaBio

Postado em 21 de Maio de 2020

Quando foi instituída a Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio), em 2017, a Copersucar montou um grupo técnico, formado pelas áreas Fiscal, Sustentabilidade, Jurídico e Relações Institucionais, a fim de entender a nova legislação, saber como ela se aplicava ao negócio da companhia e orientar suas usinas associadas produtoras de etanol.

“Trabalhamos junto à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis [ANP] para explicar as particularidades do nosso modelo de negócios, que não estava contemplado no formato idealizado inicialmente para a comercialização de Créditos de Descarbonização, os CBios”, relata a especialista em Sustentabilidade e Meio Ambiente da companhia, Maria Cláudia Trabulsi.

Com esse trabalho, os produtores de biocombustível associados a cooperativas foram incluídos no Artigo 5º, Capítulo II, da Resolução ANP nº 802, de 2019, que trata dos procedimentos para geração de lastro necessário para emissão primária de CBios. Lastro é o conjunto de informações necessárias para garantir a validade do crédito de descarbonização. A partir dessa alteração, ficou determinado que seriam admitidas as Notas Fiscais de venda emitidas pela cooperativa, que reúne o volume total comercializado por cada usina cooperada.

Segundo Trabulsi, a Copersucar deu suporte às usinas associadas no processo de certificação. “Promovemos reuniões semanais, para esclarecer as regras, e treinamentos de capacitação, para que se adequassem ao programa e conseguissem se certificar”, diz Trabulsi.

Na visão do agrônomo Manoel de Andrade, que atua na Usina São Luiz, em Ourinhos (SP), “a comunicação e parceria com a área de Sustentabilidade da Copersucar ajudou muito. Tudo que a ANP editava era passado para nós nas reuniões”.

O gerente de Recursos Humanos, Meio Ambiente e Qualidade da Usina Ferrari, de Porto Ferreira (SP), Claudemir Fogues, também avalia que o apoio foi importante no processo de certificação. “A empresa centralizava as opiniões e sugestões das associadas e nos dava um direcionamento”, conta Fogues. “Certamente, contribuiu muito para termos conseguido a certificação já em novembro de 2019. Conseguimos nos tornar mais sustentáveis e ter retorno financeiro, além dos ganhos ambientais.”

Usinas certificadas
Hoje, 27 usinas associadas já estão certificadas e as demais estão em processo de certificação. Todas elas estão emitindo CBios, que já são escriturados pelo Banco Santander e estão disponíveis para comercialização no mercado financeiro.

“Semanalmente, a ANP tem publicado novas certificações de usinas. Como as associadas à Copersucar entraram em consulta pública em prazos diferentes, temos expectativa de que todas estejam certificadas até o fim de maio”, afirma o gerente de Sustentabilidade da SGS, Fabian Peres Gonçalves. A consultoria é credenciada para trabalhar como inspetora no Processo de Certificação.


Fonte: Copersucar