Clipping

O que fazem as usinas São Martinho e Colorado para garantir a qualidade da cana

Postado em 27 de Maio de 2020

Receber matéria-prima com qualidade é o que a indústria mais quer, pois facilita o trabalho e reduz o custo de produção

Preocupado com o distanciamento das áreas agrícola e industrial, o que provocava uma série de problemas em relação à qualidade da cana-de-açúcar, o Grupo Colorado, de Guaíra, SP, criou na década de 1980 um setor de controle e qualidade da matéria-prima, que começou a cuidar do planejamento e da logística da colheita, incluindo a adoção de medidas para redução das impurezas minerais e vegetais.

Em decorrência dessas ações, houve o início de um processo de interação entre a área agrícola e a indústria – conta Paulo Carvalho, coordenador industrial do grupo. Desde aquela época, a empresa trabalha o conceito de que açúcar e etanol são feitos no campo – ressalta.

Unir as áreas agrícolas e industrial foi opção adotada também pela Usina São Martinho, de Pradópolis, SP. O grupo conta com mais duas unidades no interior paulista é uma em Goiás. Mário Gandini, diretor agroindustrial, afirma que a derrubada da fronteira entre as áreas agrícola e industrial foi fundamental para a elevação da eficiência no processo de produção.

Para isto, houve inclusive a realização de treinamentos em que o pessoal da área industrial era responsável por colher e transportar a cana em simuladores. E os colaboradores da área agrícola processavam cana para a produção de açúcar. “Conseguimos trabalhar no grupo um conceito de uma linha de produção que começava no campo e era finalizada com a produção de açúcar e etanol”, enfatiza.

Segundo Gandini, todas as usinas do grupos têm acesso ao campo, aos equipamentos, às manutenções, aos sistemas e às pessoas. “Conseguimos fazer diferença com as pessoas. Esse é geralmente o discurso da maioria das empresas. Mas, nem todas conseguem colocar isto em prática”, observa. 

Além de priorizar o investimento em pessoas, o Grupo São Martinho tem também se preocupado com a utilização da tecnologia para melhorar a qualidade da matéria-prima. Em relação ao controle de praga, a companhia investiu em uma rede 4G própria, que viabiliza sinal de celular em cada metro quadrado das propriedades da empresa, o que está permitindo a instalação de armadilhas eletrônicas.

“Com isto, vamos acompanhar online as flutuações de pragas. Essas armadilhas são inteligentes e podem identificar pragas específicas, como a cigarrinha ou a mariposa da broca. É uma grande evolução para o controle de pragas”, afirma.


Fonte: CanaOnline