Clipping

O uso de glifosato na lavoura canavieira

Aliar glifosato a um herbicida de longo residual no momento da dessecação do canavial é alternativa eficaz para desinfestação da área e redução do banco de sementes

Durante sua palestra no 18° Herbishow – seminário sobre controle de plantas daninhas em cana-de-açúcar – realizado pelo Grupo IDEA, nos dias 22 e 23 de maio em Ribeirão Preto, SP, o professor associado do departamento de produção vegetal da ESALQ/USP, Pedro Jacob Christoffoleti, informou que o momento ideal para atenuar o banco de sementes é durante a reforma. “Essa desinfestação é fundamental também para controlar as plantas daninhas perenes, como a grama-seda, tiririca e o capim-braquiária, que são muito difíceis de serem controladas após a implantação do canavial.”

O ponto de maior atenção, segundo o pesquisador, é na hora da dessecação da área. Neste momento, ele recomenda o uso de glifosato aliado a um herbicida residual. “A associação dessas duas moléculas no tanque de pulverização só trará benefícios. O glifosato irá controlar as plantas em pós-emergência. Já o herbicida dará um efeito residual no banco de sementes. Dessa forma, o nível de infestação estará menor na hora do plantio, o que facilitará o controle das plantas daninhas na cana-planta, com reflexos positivos também nas soqueiras subsequentes.”

De acordo com Christoffoleti, muitos ainda desconhecem os benefícios dessa técnica. Talvez por esse motivo, ela ainda não seja tão empregada pelo setor. “Às vezes, o produtor a evita por acreditar que implicará num maior desembolso. Mas ele não percebe que este custo adicional compensa pela menor necessidade de manejo posterior na cana-planta.”

O pesquisador ressaltou que a cana-planta é com certeza o canavial onde houve maior investimento para sua implantação. E também onde há maior potencial produtivo na propriedade. “Dessa forma, o manejo de plantas daninhas deve ser feito de forma mais esmerada possível.”

Já nas áreas de Meiosi com soja – prática crescente no setor –, o ideal é aplicar herbicidas residuais e não glifosato na leguminosa, aconselhou Pedro Christoffoleti.

 

 


Fonte: CanaOnline