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ONS: previsão de vazões no Sudeste aumenta para 92% da média histórica

A segunda revisão semanal do Programa Mensal de Operação referente ao mês de abril apresentou uma variação positiva em relação à perspectiva de vazões em quase todo o país. A exceção ficou com a região Sul que viu a projeção de Energia Natural Afluente recuar de 113% para 99% da média de longo termo ao final do mês. Ainda assim é a mais alta entre todos os submercados nacionais. Logo em seguida já aparece o Sudeste/Centro-Oeste com 92% da MLT ante 89% da semana passada. No Nordeste avançou de 48% para 53% e no Norte de 87% para 96% da média histórica.

De acordo com o documento do Operador Nacional do Sistema Elétrica a previsão de carga para o mês manteve-se no índice de crescimento de 1,6%, mas o destaque ficou por conta da estimativa de crescimento da demanda no SE/CO de 1,9%. Para o Sul é esperada a única queda, de 1,8%. Para o NE é esperado crescimento de 4,8% e no Norte de 0,1%, todos indicadores na comparação com o mesmo período do ano passado.

Com isso o nível de armazenamento operativo dos reservatórios seguem o caminho da recuperação. O ritmo ante o esperado na semana passada para o maior submercado do país acelerou, no SE/CO é esperado um volume de 44,7% ante os 44,1% previstos para o fechamento do último mês do período úmido oficial no país. No NE a nova estimativa é de alcançar 57,3% e no Norte de 70,9%. No Sul está a única desaceleração ante sete dias atrás, passou para 41,4%, índice 4 pontos porcentuais menor.

O custo marginal de operação médio para a semana que se inicia neste sábado, 13 de abril, aumentou 2,86% no SE/CO e Sul onde continuam equalizados em R$ 182,01/MWh. O valor está em R$ 186,72/MWh na carga pesada, R$ 185,13/MWh na média e R$ 178,74/MWh na leve. No sentido contrário, o valor no NE voltou a zerar em todos os patamares de carga, acompanhando assim o que vem ocorrendo no Norte há cerca de um mês.

Apesar do aumento do CMO médio o despacho térmico programado pelo ONS está 56 MW médios menor.A diferença está no menor volume gerado em térmicas por inflexibilidade que recuou para 3.879 MW médios. Por ordem de mérito houve aumento de 5 MW médios, para 679 MW médios e por restrição elétrica continua em 293 MW médios.

Por Maurício Godoi

 


Fonte: CanalEnergia