Clipping

Oportunidades e riscos para a expansão contínua do biocombustível no Brasil

Postado em 31 de Julho de 2019

A indústria avançada de biocombustíveis do Brasil está muito atrás da capacidade de produção de sua indústria de biocombustível de primeira geração. A dependência do Brasil de matéria-prima de biocombustível derivada de colheitas, em conjunto com suas florestas e savanas vulneráveis, apresenta riscos únicos ao clima se a expansão do setor de biocombustíveis continuar sem a implementação de medidas adequadas de sustentabilidade.

Os maiores riscos climáticos e de qualidade do ar vêm da contínua expansão de biocombustíveis dentro do pool de diesel. A rápida expansão do biodiesel derivado de soja pode prejudicar as metas climáticas do Brasil a longo prazo, devido à contribuição das emissões de ILUC para o impacto das emissões do ciclo de vida desse combustível, negando a economia de emissões resultante do deslocamento do diesel. 

O Brasil deve suspender seus aumentos anuais para o mandato de biodiesel e, em vez disso, incentivar o uso de insumos alternativos de biodiesel sem impactos do ILUC, como óleo de cozinha usado, que poderia render mais 350 milhões de litros de biodiesel através de práticas de coleta aprimoradas. 

No longo prazo, a transição para a produção de HVO a partir de óleo de cozinha usado e outros resíduos e resíduos poderia fornecer maiores volumes de substituições de diesel sem problemas de compatibilidade.

A expansão da cana-de-açúcar no Brasil apresenta menos riscos. A maioria dos modelos de ILUC sugere que, embora o etanol de cana-de-açúcar possa gerar algumas emissões de ILUC, ele ainda pode oferecer algumas reduções de carbono em relação ao petróleo convencional. 

Além disso, a política da RenovaBio incentivará os produtores de etanol de cana-de-açúcar com melhor desempenho, permitindo que o pool de combustíveis se descarbonize com o tempo. O etanol de bagaço, que gera uma economia de 95% de carbono sobre a gasolina fóssil, pode ser uma fonte de combustível de carbono ultrabaixo a longo prazo.

 


Fonte: O Petróleo