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Ourofino Agrociência terá novo comando e estreia em patentes

Postado em 1 de Junho de 2021

Nas próximas semanas, uma série de mudanças marcará transições importantes na história da Ourofino Agrociência, fabricante de defensivos que em 2020 completou uma década de existência. Uma delas ocorrerá hoje: Marcelo Abdo, que chegou à empresa em 2010 para ser diretor financeiro e passou à vice-presidência em 2016, será seu novo presidente.

Abdo assumirá o posto até então ocupado por Norival Bonamichi, que fundou a companhia ao lado de Jardel Massari - amigos de infância, eles são também os pais da indústria veterinária Ourofino, que criaram em 1987. Bonamichi passará a presidir o conselho de administração da fabricante de defensivos e vai liderar seus comitês de assuntos regulatórios

As linhas de agrotóxicos para a cana-de-açúcar são as de maior peso nos negócios da Ourofino Agrociência, que fechou o ano fiscal 2020, encerrado em março, com faturamento de R$ 1,52 bilhão. No entanto, a série de mudanças programadas para as próximas semanas já prepara a companhia para uma paulatina ascensão da soja como principal cultura em suas vendas. A empresa, que sempre fabricou genéricos, vai estrear no mercado de patentes e, no segundo semestre, lançará também seu primeiro produto para a ferrugem da soja. Os fungicidas para o combate à doença respondem por 40% da cultura que domina as vendas de defensivos no país.

“Em nosso mercado, duas coisas são fundamentais: capital de giro e portfólio. Temos uma linha praticamente completa para a cana, mas ainda não tínhamos um produto para a ferrugem. Essa mudança vai fazer diferença em nossos planos de crescimento”, disse Abdo ao Valor. A empresa aguarda a publicação do registro do fungicida, batizado de Pontual, para começar as vendas.

A estreia em patentes será com o Goemon, inseticida que age sobre lagartas que atacam as lavouras de soja e milho. O produto é de uma molécula da ISK, companhia japonesa que passou a ter participação na companhia brasileira em 2019. A ISK passou a integrar o grupo de acionistas a partir da intermediação do grupo Mitsui - juntas, elas compraram 25% da Ourofino.

O registro no Brasil de uma patente da ISK é um dos desdobramentos dessa aproximação, diz Abdo. Com esse passo, a Ourofino prevê, em alguns anos, registrar também patentes de moléculas desenvolvidas no Brasil. A companhia investe 2,5% de sua receita em pesquisa e desenvolvimento, afirma o executivo.

As mudanças não serão imediatas. A empresa planeja faturar R$ 3 bilhões em cinco anos, quando a soja deve passar a liderar as vendas, e R$ 5 bilhões dentro de uma década.

 


Fonte: Valor Econômico