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Pandemia teve efeito limitado no campo

Postado em 26 de Maio de 2021

Quase dois terços dos produtores rurais do país afirmam que a pandemia pouco afetou seus negócios, segundo a oitava edição da Pesquisa ABMR&A Hábitos do Produtor Rural, da Associação Brasileira de Marketing Rural e Agronegócio.De acordo com o levantamento, divulgado em evento online nesta terça-feira, 64% dos entrevistados dizem que a crise de saúde teve baixo impacto em suas atividades. O efeito foi médio para 11% dos produtores e, para 25%, foi alto.

Para elaborar a pesquisa, feita em parceria com a IHS Markit, a ABMR&A ouviu 3.048 produtores rurais, de 16 Estados de todas as regiões do país, entre outubro de 2020 e janeiro deste ano. O levantamento anterior da ABMR&A havia sido elaborado em 2017.

Whatsapp é a ferramenta mais utilizada
De acordo com o levantamento, o Whatsapp é a ferramenta digital mais presente no cotidiano dos produtores rurais brasileiros. Dos entrevistados, 76% disseram utilizar o aplicativo de mensagens em seus negócios.

Ao todo, 57% dos produtores afirmaram que utilizam sites e 48%, as redes sociais. Apenas 6% disseram usar email. Com a disseminação das ferramentas digitais, o uso de smartphones também cresceu nos últimos anos: em 2017, 61% dos entrevistados afirmaram ter um aparelho em casa; agora, a fatia passou a ser de 94%.

A pesquisa mostrou também que muitos produtores ainda utilizam recursos próprios em detrimento do crédito rural para o custeio de insumos para a produção agrícola. Segundo o levantamento, 83% dos entrevistados disseram que usam recursos próprios ou da família para as despesas com a produção no campo, fatia pouco acima dos 80% da pesquisa feita em 2017. O crédito rural apareceu em segundo lugar no financiamento do custeio, com 24% dos entrevistados declarando que utilizam essa modalidade (em 2017, eram 39%).

Para bancar investimentos, 58% dos entrevistados disseram que utilizam recursos próprios; em 2017, eram 69%. A fatia do crédito rural despencou, passando de 69% na pesquisa anterior para 36% na nova edição.

 


Fonte: Valor Econômico