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Paradas no refino e menor mistura de biodiesel elevam importações de diesel, diz Stonex

Postado em 28 de Abril de 2021

As importações de diesel pelo Brasil devem crescer diante de paradas para manutenção de refinarias da Petrobras e de uma redução da mistura obrigatória de biodiesel no combustível fóssil vendido nos postos, apontou nesta quarta-feira a consultoria StoneX.

No primeiro trimestre, a Petrobras (PETR4) chegou a manter o fator de utilização do parque de refino em 82%, ante 84% no quarto trimestre, apesar de quatro unidades em manutenção, conforme disse a petroleira na véspera.

No entanto, as paradas, juntamente com uma menor demanda por gasolina, fez com que a taxa de utilização ficasse entre 60-62% nas três primeiras semanas de abril, de acordo com a consultoria.

“Com isso a nossa projeção de demanda líquida por importações de diesel para abril sai de 1,3 milhão de metros cúbicos para 1,55 milhão –quase 37 carregamentos ‘full’ de diesel”, disse o chefe da área de óleo e gás da StoneX, Thadeu Silva, em nota a clientes.

No primeiro trimestre, as importações de diesel pela Petrobras dispararam 678%, para 70 mil barris ao dia, devido às paradas programadas nas refinarias.

Além disso, segundo o especialista, a redução da mistura obrigatória de biodiesel no diesel comum, de 13% para 10%, definida para o bimestre maio e junho, irá trazer uma demanda extra perto de 140 mil metros cúbicos por mês para o diesel. O governo optou por reduzir provisoriamente o percentual diante de uma alta dos preços do biocombustível, seguindo avanço no valor do óleo de soja, principal matéria-prima.

Para Silva, o cenário de aperto no balanço de diesel deverá permanecer até pelo menos o final de junho.

No caso da gasolina, o analista explicou que a demanda “está voltando gradualmente”, o que deve trazer um alívio parcial para o refino da Petrobras poder voltar a crescer.

“Entretanto, é um movimento gradual que deve ocorrer ao longo de dois-três meses, ao mesmo tempo que a safra de cana deve trazer maior competição do etanol e as formuladoras privadas seguem produzindo gasolina muito acima do ano passado.”

 


Fonte: Reuters