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Participação do Brasil na IRENA reforçará desenvolvimento da Plataforma Biofuturo

Ao ingressar na Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA), o Brasil, com vasta experiência na produção e uso do etanol, poderá contribuir ainda mais para alavancar a Plataforma Biofuturo, iniciativa formada por 20 países com o objetivo de alavancar o mercado mundial de biocombustíveis. Esta é a principal conclusão do diretor Executivo da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), Eduardo Leão de Sousa, após a adesão brasileira ser aprovada nesta quarta-feira (17/01) pela Comissão Interministerial de Participação em Organismos Internacionais do Governo Federal (Cipoi).

“Há mais de quatro décadas, o Brasil utiliza em larga o único combustível de baixo carbono capaz de emitir até 90% menos CO2 do que a gasolina, colaborando para que tenhamos uma das matrizes energéticas mais limpas do planeta. A indústria brasileira de etanol certamente vai exportar mais conhecimento no âmbito da Plataforma Biofuturo, ajudando nações que almejam impulsionar os biocombustíveis como estratégia de ‘descarbonização’ de suas economias. Cumprimentamos o Governo, na pessoa do ministro Coelho Filho, pela iniciativa”, avalia o diretor da UNICA.

A adesão à IRENA, foi destacada pelo ministro do MME, e pelo presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Luiz Barroso, durante a 8º Assembleia Geral da Irena, evento realizado dia janeiro deste ano em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos.

"O Brasil é um dos melhores exemplos da substancial representatividade das energias renováveis na matriz, e tenho convicção de que poderemos contribuir muito com a Agência. Como país membro, poderemos participar mais ativamente do debate sobre temas relevantes da agenda energética internacional, bem como nos beneficiar das ferramentas e iniciativas desenvolvidas pela IRENA", afirmou o ministro. Já o Presidente da EPE, Luiz Barroso, que representou o Brasil pelo segundo ano consecutivo no evento da Irena, exaltou o pioneirismo brasileiro na criação de políticas públicas voltadas para a bioenergia. “A participação na IRENA colocará o País na elite mundial da nova onda de discussões sobre o tema", ressaltou.

Criada em 2009, a Irena teve como foco o fomento às tecnologias eólica e solar produzidas nos países desenvolvidos. A partir de 2011, passou a considerar os bicombustíveis e a energia hidráulica no escopo dos seus trabalhos. A alteração estimulou o ingresso de países como a África do Sul, Índia e China. Atualmente, são 152 países membros e cerca de 30 em processo de adesão, como o Brasil.

De acordo com o Ministério de Minas e Energia, além de aproveitar a expertise do setor sucroenergético brasileiro, o corpo técnico da Irena também proporcionará mais vantagens para o desenvolvimento da energia solar e eólica no País.


Fonte: UNICA