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Pequenos produtores ocupam espaço deixado por Brasil em vendas de açúcar à China

Pequenos produtores de açúcar na América do Sul e no Sudeste Asiático aumentaram suas vendas à China em 2017, mostraram dados nesta quinta-feira, aproveitando-se de altas taxas aplicadas sobre importações brasileiras e tailandesas para ganharem mercado em um dos maiores compradores mundiais do adoçante.

O Brasil, o maior produtor e exportador de açúcar do mundo, não vendeu açúcar para a China em dezembro e exportou apenas 790,37 mil toneladas em todo o ano de 2017, queda de 60,3 por cento em relação a 2016, segundo dados da Administração Geral de Alfândega do país asiático.

A nação sul-americana representou pouco mais de um terço das importações totais de açúcar pela China em 2017, abaixo dos dois terços de 2016.

As importações totais da China caíram no ano passado em razão das novas taxas, para 2,29 milhões de toneladas, o menor volume desde 2010, segundo dados divulgados no início desta semana.

"Os compradores chineses estão importando menos açúcar bruto. A razão número um é devido ao aumento dos impostos", disse Bruno Zaneti, gerente de risco de açúcar e etanol da INTL FCStone em Campinas (SP).


Fonte: Reuters