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Pesquisa busca plantas resistentes ao carvão da cana-de-açúcar

O carvão da cana-de-açúcar é uma doença de grande importância para o agronegócio, uma vez que afeta a produtividade do açúcar, do etanol e outros subprodutos. O principal sintoma é a formação de uma estrutura em forma de chicote causada pelo fungo Sporisorium scitamineum, que coloniza exclusivamente plantas de cana-de-açúcar. Um trabalho realizado no Programa de Pós-graduação em Genética e Melhoramento de Plantas, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), vem estudando a funcionalidade de proteínas na interação entre a cana e o carvão.

De autoria de Natália de Sousa Teixeira e Silva, com orientação da professora Claudia Barros Monteiro Vitorello, a tese estuda as estratégias de ataque do agente causador da doença e de defesa da planta. “Os patógenos liberam moléculas conhecidas como efetores no tecido vegetal para alterar o metabolismo do hospedeiro e permitir a sua colonização. A resistência das plantas está associada ao reconhecimento dessas moléculas e indução do sistema de defesa e controle da doença”. 

O trabalho teve como finalidade o estudo de proteínas candidatas a efetores na interação entre o carvão e a planta da cana. “Os resultados gerados servirão de subsídio para estudos futuros sobre a agressividade dos diferentes isolados causadores da doença, bem como para auxiliar a tomada de decisão em programas de melhoramento genético que visem a obtenção de variedades resistentes ao carvão. Ainda, o conhecimento da função destas moléculas efetoras no metabolismo vegetal demonstra grande potencial biotecnológico”, concluiu Natália.

A pesquisa teve apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

 

 

 

 

 


Fonte: Esalq/USP