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Petrobras pretende leiloar 6 milhões de litros de etanol anidro em junho

Postado em 20 de Maio de 2021

A Petrobras divulgou ontem, 18, no Diário Oficial da União (DOU), um novo leilão do etanol armazenado em seus estoques. Serão comercializados 6 milhões de litros de anidro às 14h do dia 15 de junho. O pleito é o primeiro de 2021 e o 13º desde que a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) autorizou a venda, em novembro de 2018.

A quantia a ser leiloada está em São Paulo, Santa Catarina e no Paraná. Em Paulínia (SP), são 510 mil litros que vão a pleito. Esta é a sexta vez que o biocombustível armazenado lá é colocado à venda – inicialmente, havia 7,7 milhões de litros na cidade.

Esta também é a sexta vez que o etanol armazenado em Itajaí (SC) é leiloado, agora com 800 mil litros, sendo que a quantia inicial ultrapassava os 7,6 milhões. Já Biguaçu (SC) aparece pela sétima vez nos leilões da Petrobras, com 3 milhões de litros, praticamente todo o volume inicialmente armazenado na cidade.

Por outro lado, a Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária (PR), aparece pela terceira vez nos leilões, agora com 1,7 milhão de litros a serem vendidos, de uma quantia inicial de 2,25 milhões. Seus volumes passaram a ser leiloados em setembro do ano passado.

Mesmo sendo possível computar quantas vezes cada estoque apareceu nos leilões, não há como confirmar se a venda eliminaria tudo o que está armazenado. A Petrobras não divulga os resultados dos pleitos, de forma que não é possível identificar se parte dos volumes já foram comprados ou se a companhia ainda está trabalhando com a venda de parcelas do total. Também é possível que nenhum leilão tenha eliminado alguma quantia.

No caso de Biguaçu, por exemplo, a quantia inicial total foi a pleito quatro vezes: em agosto e dezembro de 2019, e em janeiro e novembro de 2020. Em setembro de 2020, foram colocados à venda 979 mil litros, o que poderia indicar que seria para limpar o estoque. Os leilões seguintes, porém, eliminaram esta possibilidade.

Já Paulínia sempre apareceu com grandes números à venda, acima de 2 milhões de litros, e esta é a primeira vez que não ultrapassa a marca do milhão. Assim, seria plausível imaginar que é um caso de concluir a eliminação do volume armazenado, embora não seja possível garantir.

Os lances ocorrerão de forma eletrônica e os interessados precisam se inscrever no Portal Canal Cliente da Petrobras. Da mesma forma que nos pleitos anteriores, foi divulgado no DOU que o edital está disponível no site da empresa, em que constam informações sobre lotes, valores e deveres do comprador. O documento, porém, não foi disponibilizado até o momento da publicação deste texto.

Histórico e mudanças

A Petrobras vem se dedicando a zerar seus estoques de etanol desde 2019, conforme era seu objetivo ao pedir a autorização da ANP para o primeiro leilão do biocombustível. O plano inicial, inclusive, era realizar pleitos apenas naquele ano.

Em novembro de 2018, foi divulgado que 80,09 milhões de litros de etanol estavam estocados em Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Bahia e Minas Gerais, sendo que a maioria estava no estado paulista.

Em maio de 2019, a quantia se manteve, mas houve uma transferência entre o terminal de Guararema, em São Paulo, para a Refinaria Duque de Caxias (Reduc), no Rio de Janeiro, no caso do anidro, e para Guarulhos (SP), no caso do hidratado. Desta forma, o estado fluminense passou a concentrar a maior parte do etanol da Petrobras a ser vendido.

Na mesma época, a Logum Logística (Logum) – responsável, junto com a Transpetro, pelo acúmulo de etanol – recebeu autorização para participar, como possível compradora, dos leilões de etanol da Petrobras, “relatando a necessidade de aquisição de etanol para lastrear o sistema interconectado, e assim viabilizar e assegurar a continuidade operacional das instalações”.

Desde 2018, já foram divulgados treze pleitos: cinco em 2019, sete em 2020 e um em 2021. Segundo nota técnica da ANP, o acúmulo de etanol pela petrolífera é “oriundo da degradação da interface de movimentação entre gasolina e etanol de terceiros nos polidutos operados pela Petrobras Transporte”. Devido a estes fatores, a agência permitiu a venda do biocombustível, que estaria atrapalhando o sistema logístico da petrolífera. 

 


Fonte: Nova Cana - retirado do Portal SIAMIG