Clipping

Plantada na palhada da soja, cana chega a 90 t/ha, ganha mais cortes, reduz custos operacionais e de insumos

O medo da compactação do solo, paradigma que segura a expansão do plantio direto na palha, não existe se bem manejado. Biomassa da soja que fica no solo é considerada extraordinária em volume e qualidade, que precisa ser aproveitada nas reformas dos canaviais: o retorno vem em produtividade, pagando a cana nova que sai na média de R$ 5 mil/ha.

Jonadan Ma, diretor do grupo Ma Shou Tao, de Conquista (MG), conta com uma produção de "cana de açúcar na palha da soja e soja na palha da cana de açúcar". Entusiasta do plantio direto, ele aponta a capacidade dessa técnica de preservar o solo e manter a produtividade de cada uma dessas culturas.

No caso específico da cana de açúcar, a propriedade de Ma realiza a colheita mecanizada. Esta técnica, combinada com o plantio direto, diminuiu a movimentação de máquinas e a compactação do solo.

A cobertura de palhada na área do diretor chega a ser de 12 a 15 toneladas por hectare, uma massa que auxilia na preservação da estrutura e da umidade do solo. Para o cultivo da soja, essa técnica também traz um "grande aprofundamento radicular". Contudo, ele lembra que tudo isso também conta com o auxílio de um manejo integrado pleno.

Para Ma, "plantar cana não é custeio, é investimento". Logo, ele destaca também a necessidade de preservar o canavial o mais tempo possível. O grupo Ma Shou Tao tem uma produtividade que gira em torno de 88 toneladas por hectare com sete cortes realizados, dentro de uma área estabilizada de 400 hectares.

O diretor aponta também que o medo da compactação do solo é um dos principais impedimentos para que outros produtores utilizem o plantio direto. Entretanto, ele visualiza que "para grande parte dos solos brasileiros, é a melhor solução: é viável e nós temos experiência".

 

Por: Giovanni Lorenzon e Izadora Pimenta


Fonte: Notícias Agrícolas