Clipping

Possível queda de juro no Plano Safra 2018/19 não deve afetar negócios, diz CSMIA

A comercialização de máquinas agrícolas na Agrishow 2018 não deve ser afetada pela possibilidade de a taxa de juros ser reduzida futuramente, diz o presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas (CSMIA) da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) e coordenador do Conselho de Expositores da Agrishow, Pedro Estevão Bastos. Em coletiva de imprensa para apresentar a feira, que acontece entre 30 de abril e 4 de maio em Ribeirão Preto (SP), ele afirmou não acreditar que produtores adiem as compras na expectativa de as taxas de juros a serem fixadas no Plano Safra 2018/19 serem mais baixas, acompanhando o recuo da taxa básica de juros (Selic) no último ano.

“Não acreditamos que a possibilidade de queda dos juros do próximo Plano Safra venha a afetar os negócios na feira. Temos orientado os produtores a não tomarem sua decisão apenas em virtude dos juros, por não sabermos ao certo se haverá corte nem em que proporção”, explicou Bastos. O executivo ponderou haver ainda muitas dúvidas em torno do assunto.

No mesmo evento, o presidente da Agrishow e vice-presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), Francisco Matturro, informou que a expectativa é de um público 10% superior ao da edição do ano passado (de cerca de 159 mil pessoas) e montante de negócios de 5% a 8% maior. Em 2017, foram R$ 2,2 bilhões gerados na feira de Ribeirão Preto.

Bastos argumentou que outros fatores tendem a ser considerados por produtores para definir a compra de máquinas durante a feira, como a possibilidade de um eventual reajuste dos produtos. “Se o agricultor achar que os juros podem cair um ponto, adiar a aquisição do bem (para depois do lançamento do próximo Plano Safra, que entrará em vigor no início de julho) e depois o preço da máquina subir 2%, ele terá perdido o ganho com o juro”, exemplificou o presidente da Câmara da Abimaq.

Ele lembrou também que diversos bancos têm deixado de cobrar, durante as feiras agropecuárias, a chamada “taxa flat”, de 2% a 3% sobre o valor do produto financiado. “Muito provavelmente eles vão continuar não cobrando essa taxa na Agrishow e são condições que só valem para as feiras”, afirmou Bastos. É preciso considerar ainda, diz ele, a capacidade de entrega das montadoras em uma mesma época, caso agricultores optarem por postergar as compras de maquinário agrícola. “Se todos comprarem no segundo semestre, correm o risco de não receber o produto no momento desejado”, disse Bastos.


Fonte: Estadão Conteúdo