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Previsão de chuva nos EUA e aumento da produção de etanol fortalecem altas do milho em Chicago

A valorização continua presente na Bolsa de Chicago (CBOT) para os preços internacionais do milho futuro nesta quinta-feira (23). As principais cotações registravam altas entre 3,25 e 3,75 pontos por volta das 11h58 (horário de Brasília).

O vencimento julho/19 era cotado à US$ 3,98, o setembro/19 valia US$ 4,07 e o dezembro/19 era negociado por US$ 4,16.

Segundo análise de Tony Dreibus da Successful Farming, os preços se mantem em alta já que o clima severo pode levar a inundações em partes das planícies do sul dos Estados Unidos. Chuvas e tempestades são esperadas na região hoje durante o dia e à noite, disse o Serviço Nacional de Meteorologia. A inundação está na previsão em algumas áreas, junto com a grande granizo em outras.

Outro ponto apontado pelo analista é a produção de etanol, nos sete dias que terminaram em 17 de maio, que saltou para o nível mais alto em quase nove meses. Os estoques também subiram.

A produção na semana passada foi reportada em uma média de 1,071 milhão de barris por dia, ante 1,051 milhão na semana anterior e a maior desde os sete dias que terminaram em 31 de agosto, de acordo com a Energy Information Administration.

B3

A bolsa brasileira segue essa mesma tendência com valorizações para os futuros de milho. As principais cotações registravam altas entre 0,58% e 1,04% por volta das 12h22 (horário de Brasília).

O vencimento julho/19 era cotado à R$ 34,90, o setembro/19 valia R$ 35,70 e o dezembro/19 era negociado por R$ 37,37.

A Agrifatto Consultoria destaca que os preços futuros operam em campo positivo com o milho, o trigo e a soja subindo na bolsa de Chicago. Além disso, o dólar também volta a subir após fechar em valores mais baixos no pregão da véspera.

“Neste ambiente de riscos, espera-se que o clima nos EUA continue gerando volatilidade e sustentando os preços futuros, fazendo com que o milho na B3 também passa por reajustes positivos”, dizem os analsitas.

Na bolsa brasileira, os contratos registram liquidez ampliada no início do pregão, com o contrato para setembro/19 precificando no maior valor desde o final de setembro do ano passado.

“Vale destacar que a colheita está em seu início, e os bons rendimentos das lavouras devem esfriar a pressão positiva neste primeiro momento. Mas no médio/longo prazo, a demanda aquecida, o dólar em alta e a possível queda de produção nos EUA devem gerar sustentação às cotações”, afirma a Agrifatto.

Por Guilherme Dorigatti

 

 


Fonte: Notícias Agrícolas