Clipping

Produção agrícola de Alagoas registra queda de mais 50%, estima IBGE

A safra de cereais, leguminosas e oleaginosas de Alagoas deve encerrar 2018 com uma queda de 50,3% em relação à produção registrada no ano passado, quando foram colhidas 107.418 toneladas. Segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de novembro divulgado nesta terça-feira (11), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a safra deste ano deve ficar em 53.334 toneladas.

A queda foi puxada pela safra de milho, que recuou de 71.577 toneladas no ano passado para 14.493 este ano, segundo a estimativa do IBGE. Além do grão, o feijão registrou recuou de 12.405 toneladas no ano passado, para 9.123 toneladas na estimativa deste ano, uma retração de 26,5%.

A produção de fumo também registrou queda em relação ao ano passado, quando a safra alcançou 12.028 toneladas. Este ano, a estimativa do IBGE é que sejam colhidas 5.327 toneladas, uma retração de 55,7%.

Já a produção de soja registrou uma estimativa de crescimento de 854,5% este ano, saindo de 550 toneladas no ano passado, para 5.250 toneladas este ano. A safra de mandioca também tem uma estimativa de crescimento de 32% este ano.

Em todo o País, a safra de cereais, leguminosas e oleaginosas deve fechar 2018 com queda de 5,5% na comparação com as 240,6 milhões de toneladas do ano passado - número recorde. Segundo previsão de novembro feita pelo IBGE, a produção deste ano deverá ficar em 227,3 milhões de toneladas.

Cana-de-açúcar

Segundo o levantamento do IBGE, a produção de cana-de-açúcar deve crescer 15,2% este ano, na comparação com o ano passado, saltando de 14,968 milhões de toneladas colhidas na safra passada para 17,238 milhões de toneladas, este ano. Trata-se do maior índice do País, segundo o instituto.

Apesar da alta, o órgão ressalta que falta de investimentos nas lavouras e a elevação dos custos de produção têm limitado a produção e a oferta de cana-de-açúcar para as usinas, que seguem ainda pressionadas pela menor rentabilidade dos negócios.

"O excesso de açúcar no mercado externo, devido à boa safra da Índia, proporcionou a queda dos preços do produto, o que levou as usinas a direcionar maior quantidade de cana-de-açúcar para produção de álcool. Por sua vez, o álcool também estava com preço reduzido devido à elevada oferta interna neste período de safra", acrescenta.

 


Fonte: Gazeta Web