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Produção da indústria de biodiesel da Argentina cai pelo 2º ano seguido

Postado em 3 de Março de 2020

Houve um tempo em que o Brasil e a Argentina disputavam cabeça a cabeça a vice-liderança da produção mundial de biodiesel – entre 2011 e 2012 eles chegaram até a nos ultrapassar. Esse é uma época que parece cada vez mais distante para os nossos vizinhos. Em 2019, a atividade das usinas argentinas caiu pelo segundo ano consecutivo.

Segundo os dados oficiais divulgados pela Secretaria de Energia, a produção das usinas foi um pouco maior que 2,35 bilhões de litros de biodiesel. É uma queda de 11,6% em relação ao resultado de 2018. Na comparação com 2017 a contração passa dos 25,2%.

{viewonly=registered,special}Houve um tempo em que o Brasil e a Argentina disputavam cabeça a cabeça a vice-liderança da produção mundial de biodiesel – entre 2011 e 2012 eles chegaram até a nos ultrapassar. Esse é uma época que parece cada vez mais distante para os nossos vizinhos. Em 2019, a atividade das usinas argentinas caiu pelo segundo ano consecutivo.

Segundo os dados oficiais divulgados pela Secretaria de Energia, a produção das usinas foi um pouco maior que 2,35 bilhões de litros de biodiesel. É uma queda de 11,6% em relação ao resultado de 2018. Na comparação com 2017 a contração passa dos 25,2%.

O volume fabricado é o menor desde 2015, um dos piores anos para a indústria.

Altos e baixos

Quedas seguidas é algo que ainda não tinha acontecido apesar dos tombos que a indústria argentina vem levando ao longo dos últimos anos.

Em geral, a Argentina vem alternando anos bons e ruins desde 2012. Entre 2016 e 2017, o mercado até conseguiu respirar um pouco melhor e ter dois anos seguidos de crescimento.

A virada para o pior veio no segundo semestre de 2017 quando o governo dos Estados Unidos passou a tarifar as importações do biocombustível argentino. Da noite para o dia um mercado que, em seu melhor ano chegou a absorver 1,61 bilhões de litros de biodiesel e render US$ 1,08 bilhão, secou.

Desde agosto de 2017 a Argentina está sem exportar uma única gota de biodiesel para os Estados Unidos. Nem a reabertura do mercado europeu ao biodiesel argentino tem sido o bastante para compensar as perdas. Em 2019, as exportações para países da Europa movimentaram 952,3 milhões de litros de biodiesel.

No total, a Argentina exportou 1,11 bilhão de litros de biodiesel gerando um faturamento de US$ 757,6 milhões – o equivalente a R$ 3,4 bilhões. O volume embarcado caiu 27,6% em apenas um ano.

Inversão

Com o encolhimento das exportações, o mercado interno se tornou o principal destino da produção das usinas da Argentina. Entre as vendas para o mercado de mistura obrigatório e para outros usos, 1,24 bilhão de litros de biodiesel foram consumidos.

A última vez em que o mercado interno foi o principal motor do setor de biodiesel argentino havia sido em 2015.

 


Fonte: BiodieselBR