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Produtores atendidos pela ATeG do Senar e Asplan recebem clones promissores de cana-de-açúcar

Postado em 4 de Setembro de 2020

A distribuição foi feita na Estação Experimentação do Camaratuba, onde a Asplan, parceira do Senar, desenvolve o trabalho. Os clones oferecidos são RB-021754 e RB-041443.

O diferencial desses clones são a adaptabilidade a condições diversas para o plantio, como variações de solo ou de índices pluviométricos, além de um maior índice de Açúcar Total Recuperável, o ATR. A remuneração dos produtores que fornecem esse insumo para usinas é baseada no ATR, assim índices maiores influenciam diretamente nos lucros do agricultor.

“Hoje o fornecedor não vende só a cana, ele vende o açúcar recuperável. Então aí está a importância dessas novas variedades. Essa 1754 tem se mostrado precoce e com alta produtividade em termos de toneladas por hectare e também de ATR. Se não fosse a parceria entre o Senar e Asplan, nós não teríamos essa oportunidade”, avaliou o produtor Cléber Guedes.

O Senar-PB foi pioneiro no país na oferta da ATeG focada em cana. O superintendente do Senar, Sérgio Martins, destacou a qualidade e os diferenciais do trabalho da instituição na oferta de assistência técnica.

“Nossa ATeG oportuniza ao produtor rural o acesso a novas tecnologias que são essenciais para inovação e o aumento da eficiência no campo. Também oferecemos técnicos constantemente atualizados e comprometidos com a dimensão gerencial, outro diferencial do nosso trabalho”, comentou.

Outro aspecto destacado pelo agrônomo da Asplan, Luiz Augusto, é que a pesquisa científica atual nesse segmento, não recomenda concentrações de variedades cultivadas superiores a 20%. Mas a Paraíba tem uma predominância em torno de 60% da cana 579. Assim, a distribuição que está sendo realizada contribui também para a diversificação dos cultivos e consequentemente para a segurança da produção.

“O nosso departamento técnico da Asplan tem esse objetivo de testar e trazer inovações tecnológicas e fazer a difusão, difundindo e multiplicando mudas e sementes de qualidade nas fazendas. Esses clones, por exemplo, foram conseguidos com a Ridesa, numa parceria que nós temos há mais de 20 anos e que colocamos à disposição do produtor”, defendeu Luiz.

Ainda segundo dados da Asplan, o clone 1754 oferecido aos produtores tem uma performance uma produtividade por hectare 8,79% maior do que a variedade 579, que predomina no Estado, e o percentual de ATR é 2,09% maior. Enquanto que o clone 1443 apresenta resultado de tonelada de cana por hectare 27,63% superior.

Para o técnico de campo do Senar, Erick Amorim, responsável pelo grupo de produtores fornecer o acesso dos produtores a essa tecnologia é um dos grandes diferenciais da ATeG.

“Nós trazemos a tecnologia que já está estabelecida, em grandes centros e em empresas, para a realidade do produtor, adaptando isso para o seu tamanho, para as suas dificuldades, para as condições da sua propriedade. Isso significa trazer a ciência para dentro da fazenda, que muitas o agricultor não tem acesso”, refletiu.

Um desses produtores é Geneton Neto, que produz com parente na Fazenda Nossa Senhora da Conceição. Ele optou por receber os clones baseado nas orientações de Erick a partir da análise das condições de sua fazenda.

“Como a gente tem água em abundância, o técnico passou que essa cana tem uma boa performance em áreas assim. É uma variedade que não temos na região, semente nova para aprimorar a nossa produção”, disse.

 


Fonte: Assessoria de Comunicação Sistema Faepa/Senar-PB - Retirado do CanaOnline