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Produtores da região noroeste paulista estão otimistas com a safra da cana deste ano

Postado em 10 de Junho de 2019

A safra da cana já começou e o nível de produtividade da colheita interessa a qualquer motorista, já que isso pode ter influência direta no preço do etanol nas bombas.

Na região noroeste paulista, os agricultores estão satisfeitos com plantas maiores, mais cheias de caldo, e com a possível alta produção de álcool ou açúcar. Mas os representantes das usinas não mostram o mesmo otimismo.

Embora algumas usinas estejam esperando uma safra melhor do que a do ano passado, a Única, união que representa as unidades do centro sul do país, tem expectativa de que a moagem atinja o mesmo volume de 2018, em torno de 573 milhões de toneladas.

Segundo a Única, a produtividade até vai ser um pouco melhor, o que diminuiu foi a área de colheita. Canaviais velhos que pararam de produzir e deve representar em torno de 8 milhões de hectares a menos na safra de 2019.

A queda na área plantada é reflexo da crise que o mercado sucroalcooleiro viveu nos últimos anos, que afetou o campo e a indústria, mas que na opinião do diretor da Única não abalou quem estava mais preparado.

“Setor não vive uma crise, o setor tem um grupo de empresas altamente capitalizadas, produtivas, que representam mais de um terço da cana processada na região centro sul. Empresas que investem em plantação. Já o outro terço está em uma situação altamente difícil”, afirma Antônio de Pádua Rodrigues, diretor técnico da Única.

Os números divulgados como oficiais pela Única estão indicando que não deve haver produção maior de álcool nesse ano. O boletim mais recente da entidade mostra que nos primeiros quinze dias de 2019, foram produzidos 1,22 bilhão de litros do combustível.

Já no campo, a safra começou bem melhor do que o produtor Vanderlei Dezordi esperava. A chuva dos últimos meses fez muito bem para planta. Os caminhões estão saindo bem cheios da plantação que fica em Guapiaçu (SP).

“A produção dela será bem maior, apesar de ser início de safra, está uma cana pesada, a distância do gomo está boa. Ela não sofreu com a seca”, afirma.

O produtor lida com cana há quase 20 anos, tem 3 mil hectares de área plantada. Esse ano ele acredita que a produtividade aumente em 10%. “Viemos de anos ruins, produções baixas e esse ano tudo indica que vai ser um ano bom para nós”, diz.

A qualidade da cana que está chegando em uma usina em Olímpia (SP) tem surpreendido os funcionários. A indústria espera moer esse ano quase 20 milhões de toneladas. No ano passado, a produção foi 12% menor.

“As chuvas no fim de dezembro e começo de janeiro compõe um fator importante para o canavial ter uma produtividade maior do que o ano anterior”, afirma Everton Carpanezi, gerente agroindustrial da usina.

 


Fonte: Portal G1 Rio Preto e Araçatuba