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Quais as projeções para os preços do açúcar nesta safra?

Durante a manhã de hoje (15), estiveram em pauta no Santander ISO DATAGRO DATAGRO NY Sugar and Ethanol Conference as perspectivas para os próximos 30 anos no mercado de açúcar e etanol, o balanço mundial e o Trade Flow mundial, além dos próximos passos do Renovabio, programa brasileiro que visa uma estratégia conjunta para reconhecer o papel estratégico de todos os tipos de biocombustíveis na matriz energética brasileira, tanto para a segurança energética quanto para mitigação de redução de emissões de gases causadores do efeito estufa.

O consumo mundial de açúcar foi o tema mediado por Emely Salazar, diretora comercial do grupo CASSA, de El Salvador, e discutido por Michael McDougall, diretor da Paragon Global Markets. As discussões passaram pelas medidas para reduzir o consumo de açúcar, como impostos em bebidas açucaradas, além de campanhas contra a injeção de açúcar. De acordo com McDougall , tais medidas se contrapõem com o crescimento da demanda em países em desenvolvimento, especialmente na África e no sul da Ásia.

Na sequência Jeremy Austin, da Sucden, John Stansfield, da Sopex, e Lucas Meierhofer, da Louis Dreyfus, apresentaram a visão dos traders sobre o balanço mundial e o Trade Flow mundial.

Os futuros da produção de açúcar na Índia, na Tailândia, na Europa, América Central e no Brasil foram explanados a fim de projetar a oferta disponível para exportação. Os especialistas destacaram que é possível apontar para uma visão levemente construtiva para os preços à medida que o balanço mundial deve convergir para um quadro deficitário, conforme indicam projeções da DATAGRO que foram apresentadas na conferência.

O Renovabio também passou a ser o centro do debate na conferência. Evandro Gussi, presidente da UNICA, Aurélio Amaral, diretor da ANP, e Mário Félix, secretário de petróleo e gás do MME, debateram, com a mediação da Ana Malvestio, da PWC, os próximos passos do programa brasileiro.

O crescente número de empresas certificadoras e metas de descarbonização e a geral contribuição do Renovabio para a sociedade foram os principais pontos apresentados. "A demanda de etanol hidratado pode crescer de 15,2 para 36 bilhões de litros até 2028 devido às metas do Renovabio" destacou o diretor da ANP.

 


Fonte: Datagro