Clipping

Quarentena pode quebrar até 30% das concessionárias do Brasil, diz Fenabrave

Postado em 7 de Maio de 2020

Apesar da ajuda financeira das montadoras, muitas lojas de automóveis zero-quilômetro seguem fechadas pelo país por conta do isolamento; setor emprega mais de 300 mil pessoas

Empresa faturou R$ 3,75 bilhões, tem 4.800 empregados e expandirá em MG

De acordo com a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), cerca de 30% das 7.300 concessionárias, que empregam 315 mil pessoas no país, correm o risco de ir à falência caso sigam fechadas por conta da pandemia do novo coronavírus até o fim de maio.

“As montadoras e seus bancos vinculados concederam o auxílio que era possível, mas que não resolve o problema. A ajuda governamental na forma de postergação de impostos e oferta de capital de giro deve ser prioridade”, avalia o CEO da Bright Consulting, Paulo Cardamone.

Queda histórica

Após um mês completo de quarentena, as vendas de veículos novos no país registraram queda histórica. A comercialização de automóveis e comerciais leves teve queda de 76,79% entre os meses de abril de 2019 e de 2020 e acumula retração de 27,13% no quadrimestre deste ano.

Estados, como São Paulo, que representavam, em abril de 2019, 25,3% das vendas desses segmentos no país, passaram a 0,9%, em abril de 2020, em função do fechamento do comércio.

“Lamentavelmente, voltamos aos patamares de vendas registrados há 14 anos para automóveis e comerciais leves e, para o setor em geral, retornamos aos volumes de 1992, ou seja, voltamos aos resultados de 28 anos atrás”, aponta o presidente da Fenabrave, Assumpção Júnior.

Em Minas, lojas estão abertas

Segundo a Fenabrave, até o momento, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina estão permitindo que as lojas de veículos operem de portas abertas. No entanto, com os Detrans e os cartórios parados, as vendas têm sido dificultadas pela falta de emplacamento dos veículos.

 


Fonte: O Tempo