Clipping

Quase 80% das máquinas agrícolas que saem de fábrica já são autônomas

Se o caminhão com direção autônoma é uma novidade no campo, o mesmo não acontece com as máquinas agrícolas, como as colhedoras de cana

Há poucos dias, chamou a atenção a notícia de que o extrapesado Axor 3131 é o primeiro caminhão Mercedes-Benz com direção autônoma a ser utilizado numa operação diária regular no Brasil. A novidade acontece nos canaviais da Agro Cana Caiana, na região de Lençóis Paulista.

Depois de vários estudos, chegaram à conclusão de que o caminhão, em substituição a tratores, é a melhor solução para acompanhar a colhedora na colheita da cana: agiliza o processo de transbordo dentro das fazendas, trazendo mais produtividade, menos consumo de combustível e menor custo operacional.

E o caminhão, ao receber a tecnologia da direção autônoma, trouxe muito mais precisão ao processo de colheita e transbordo. A central de operações da Agro Cana Caiana cria, em seus computadores, as rotas de produção por meio de georreferenciamento, controlando a colhedora e o caminhão no campo via satélite. Com alta precisão de centímetros, o caminhão só circula por onde o sistema indica, aumentando assim a produtividade da operação. Com uma bitola maior, até 3 metros, o caminhão opera sem passar por cima das áreas de plantio, preservando o solo e os brotos das futuras plantas.

E há mais ganhos com o Axor 3131 com direção autônoma em relação aos tratores: até 50% de redução no consumo de combustível, 40% a menos no consumo de lubrificantes e 30% a menos no custo de reparo e manutenção.

O novo Axor 3131 atua lado a lado com as colhedoras de cana, também de condução autônoma, que fazem a colheita e o corte, já lançando a cana picada diretamente na carroçaria do caminhão. A velocidade média dos veículos gira em torno de 6 km/h na área da colheita.

Terminado o carregamento, o motorista assume o controle do Axor para a etapa de transbordo aos treminhões, ou seja, o descarregamento da carga nos caminhões de maior capacidade, que completam o ciclo de transporte levando a cana às usinas de açúcar e etanol.

Se o caminhão com direção autônoma é uma novidade no campo, o mesmo não acontece com as máquinas agrícolas, como as colhedoras de cana, segundo Paulo Herrmann, presidente da John Deere, atualmente 80% das máquinas que saem de fábrica já são autônomas. “Os operadores não colocam mais a mão no volante. Cada vez mais, os treinamentos não são para formar operadores de máquinas, mas profissionais que consigam interpretar os dados fornecidos pelas máquinas durante as operações.”


Fonte: CanaOnline