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Rabobank aponta superávit 4,4 milhões de t na safra global de açúcar

Relatório do Rabobank, divulgado nesta quinta-feira, 29, aponta a perspectiva de um novo superávit de açúcar na safra global 2018/2019, a partir de setembro deste ano. O documento, com uma análise do primeiro trimestre deste ano, estima uma diferença entre oferta e demanda da commodity de 4,4 milhões de toneladas no período, alta pela segunda safra consecutiva, já que a previsão é de um superávit de 7,6 milhões de toneladas na safra 2017/2018.

O relatório elaborado pela Equipe Açúcar do Rabobank cita que o primeiro trimestre de 2018 foi marcado pela revisão da estimativa de produção de Índia e Tailândia, que foram determinantes no superávit e puxaram as cotações da Bolsa de Nova York (ICE Futures US) para abaixo de 13 centavos de dólar por libra-peso. O documento cita pressão extra no curto prazo da retirada recente, pelo governo da Índia, da tarifa de exportação de 20% e a possibilidade de subsídios do governo à produção local.

O Brasil deve retirar de 4 milhões a 5 milhões de toneladas com a maior produção de etanol, o que não evitará o superávit do atual período, aponta o documento. A moagem no Centro-Sul do Brasil na safra 2018/2019, que se inicia oficialmente no domingo (1º), mas com várias usinas já processando a cana, deve ficar 585 milhões de toneladas, com um intervalo entre 41% e 42% de mix de destino da matéria-prima ao açúcar, ante 47% na safra 2017/2018.

O Rabobank considera o mercado de etanol mais promissor para o Brasil, mas salienta que pressões cambiais com incertezas políticas às vésperas das eleições e uma queda no petróleo podem reduzir a arbitragem sobre o açúcar e desencorajar a produção do biocombustível.


Fonte: Estadão Conteúdo 29/03 - retirado do Portal da Revista Isto É