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Raízen, a gigante produtora de etanol no Brasil, está a um passo de comprar da Petrobras a refinaria Repar

Postado em 26 de Janeiro de 2021

Ultrapar está em negociação com a Petrobras para a compra da refinaria Refap e deixa o caminho aberto para que o seu concorrente Raízen, arremate a Repar
Raízen, a gigante produtora de etanol no Brasil e a dona dos postos Ipiranga – Ultra, estavam na disputa pelas refinarias Presidente Getúlio Vargas (Repar), no Paraná, e Alberto Pasqualini (Refap), no Rio Grande do Sul, colocadas à venda pela Petrobras.

No último dia 19, a Petrobras informou que que em fase de negociação com a Ultrapar. As negociações entre a Petrobras e o Grupo Ultra, que já tem operações na região, para a compra da Refap está estimado entre US$ 1,2 bilhão e US$ 1,4 bilhão.

Caso a compra se concretize, leis contratuais antitruste proíbem a empresa de adquirir a Repar, já que ambas as refinarias estão na mesma região, tal situação abre caminho para o seu concorrente Raízen, do Grupo Cosan, lidere a disputa pela aquisição de uma das melhores refinarias que a Petrobras colocou à venda, a unidade Presidente Getúlio Vargas (Repar),arremate a Repar, no Paraná.

A Raízen é uma união da brasileira Cosan – forte na produção de etanol – com a anglo-holandesa Shell – dona de uma das bandeiras mais conhecidas de postos de gasolina no Brasil. Ela já atua com refino em indústrias na Argentina.

A Repar e a Refap são as primeiras refinarias na lista de oito das 13 que a Petrobrás decidiu vender como parte de um plano de desinvestimentos anunciado no ano passado.

Além da refinaria em si, a venda da Repar envolve 476 quilômetros de oleodutos e 5 terminais de armazenamento. A refinaria é capaz de produzir 208 mil barris por dia (aproximadamente 9% da capacidade de refino do Brasil), e tem facilidade de distribuição para outras regiões do país. Além disso, é da Repar 12% da produção de derivados de petróleo do Brasil – diesel, gasolina, GLP, querosene de aviação, por exemplo.

Outras refinarias à venda pela Petrobras
Segundo a estatal, a companhia está aguardando as ofertas finais de todos os participantes no processo de venda da Refinaria Landulpho Alves (RLAM), na Bahia, com base nas versões negociadas dos contratos com o Mubadala Investment Company.

Petrobras também recebeu propostas vinculantes e está em fase de negociação para venda da Refinaria Isaac Sabbá (REMAN), no Amazonas; da Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste (LUBNOR), no Ceará.; e da Unidade de Industrialização do Xisto (SIX), no Paraná.

A Petrobras espera, ainda, receber as propostas vinculantes para venda da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco, e da Refinaria Gabriel Passos (REGAP), em Minas Gerais, no primeiro trimestre deste ano.

por Flavia Marinho

 


Fonte: Click Petróleo e Gás