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Raízen Energia teve lucro de R$ 4 milhões no 1º tri da safra atual

A Raízen Energia, joint venture entre Cosan e Shell, registrou um lucro de R$ 4,1 milhões no primeiro trimestre da safra 2018/19, depois de um prejuízo de R$ 196,2 milhões em igual intervalo do ciclo 2017/18, conforme resultado que contempla a visão da companhia divulgado ontem pela Cosan. Nos cálculos da Cosan, a Raízen Energia deu prejuízo de R$ 23,8 milhões. A diferença se dá pela forma de contabilização de ativos.

Operacionalmente, a Raízen elevou sua receita com o aumento das vendas de "outros produtos e serviços", o que também a levou a ter um custo com vendas maior. Com isso, a receita operacional líquida da empresa cresceu 31,7% no primeiro trimestre desta safra ante o mesmo período do ciclo 2017/18, para R$ 4,092 bilhões, enquanto o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado (na visão da Raízen) recuou 39,3%, para R$ 488,2 milhões. A margem Ebitda ajustada ficou em 11,9%, ante 25,9% no mesmo período da última temporada.

Houve forte retração nas vendas de açúcar, afetadas pela greve dos caminhoneiros, o que alterou a programação de alguns embarques, segundo nota da Cosan. A receita com as vendas de açúcar somou R$ 729,4 milhões, 40,3% abaixo do registrado no mesmo trimestre da safra passada. De acordo com a Cosan, o atraso nas vendas não impacta as vendas programadas para o ano-safra atual.

As vendas de etanol ficaram praticamente estáveis em R$ 1,624 bilhão. O preço mais elevado compensou a redução do volume comercializado, em parte por decisão de postergar as vendas para a entressafra, mas também por causa de atrasos decorrentes da paralisação dos caminhoneiros.

Beneficiada pelos preços e pelo aumento da moagem de cana, a receita com a cogeração de energia avançou 53%, para R$ 303,9 milhões. Já a linha denominada "outros" no balanço aponta para uma receita de R$ 1,434 bilhão, crescimento de 53%. Excluindo o faturamento com outros produtos, a receita caiu 20%, para R$ 2,7 bilhões.

Por Camila Souza Ramos


Fonte: Valor Econômico