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Receita de exportação do agronegócio do Brasil cresce 18% em maio com compras chinesas

Postado em 11 de Junho de 2020

As exportações brasileiras do agronegócio avançaram 18% em maio, em relação ao mesmo período do ano passado, para 10,9 bilhões de dólares, configurando um recorde para o mês puxado pelas vendas de soja, carne bovina e açúcar para a China, informou nesta quarta-feira o Ministério da Agricultura.

A soja segue na liderança da pauta de exportação, com 5,2 bilhões de dólares em vendas externas. Na avaliação da pasta, a receita com exportação de carne bovina foi destaque ao alcançar 780 milhões de dólares, seguida por açúcar com 767 milhões.

"O mercado chinês adquiriu 44,9% do valor total exportado pelo Brasil em produtos do agronegócio, chegando a 4,91 bilhões de dólares em aquisições (+50,4%)", disse o ministério.

O país asiático foi o maior importador da soja em grão brasileira, ao responder por 71,5% dos embarques, ou 3,7 bilhões de dólares.

Já as aquisições chinesas de carne foram de 870,84 milhões no mês, considerando o mercado de Hong Kong. Desta forma, 55% do valor total exportado pelo Brasil foi para a China no período.

A China aparece novamente como maior importadora de açúcar, adquirindo 21,7% de todo o valor exportado pelo Brasil do produto ou 166,42 milhões de dólares.

"A quebra da safra indiana de açúcar e o aumento das aquisições chinesas do produto explicam o incremento de nossas exportações."

Digitalizar agro na América Latina é chave para progresso e segurança, diz Nobel
(Reuters) - Agricultores da América Latina poderiam manejar com mais precisão assuntos como novas pragas ou os desafios das mudanças climáticas se tivessem acesso maior a tecnologia e informações atualizadas, que serão peças-chave no mundo pós-pandemia, disse nesta quarta-feira o economista norte-americano Michael Kremer.

O acadêmico, um dos ganhadores do prêmio Nobel de Economia em 2019 por seus estudos sobre a pobreza, afirmou que a epidemia de coronavírus desencadeará uma crise econômica que significará, para muitas pessoas, um problema de segurança alimentar.

"Em muitos casos, os agricultores não têm acesso à informação científica mais recente", disse o economista em conversa com Manuel Otero, diretor-geral do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), sediado na Costa Rica, transmitida online.

"Eles podem ter conhecimentos tradicionais, mas isso não necessariamente os ajudará a se adaptar a novas pragas ou novas variedades de sementes, ou abordar a mudança climática", acrescentou Kremer, que ajudou a fundar a ONG Precision Agriculture for Development, que trabalha com agricultores, ONGs, cientistas, empresas e governos na Ásia e na África.

Recorrendo a exemplos de programas com agricultores africanos, nos quais o uso do celular permitiu que eles obtivessem mais informações meteorológicas ou de rendimento de cultivos, Kremer disse que agora é o momento para investimentos na digitalização dos serviços de extensão agrícola, que ajudam produtores com investigação científica aplicada e educação.

"A agricultora móvel é algo que pode ser útil não apenas para os agricultores, governos e serviços de extensão... mas também para as empresas privadas", disse ele no webinar "Oportunidades para a agricultura digital na América Latina e no Caribe: resposta rápida à Covid-19".

"Devido à Covid-19 talvez não seja possível visitar os agricultores, mas isso dá a oportunidade para que eles coletem dados para compreender como são afetados, as interrupções no mercado e na cadeia de ofertas, o acesso a crédito, entre outros", o que pode ajudar na formulação de políticas públicas.


Fonte: Reuters