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Receita líquida da Cargill no Brasil cresceu 33% em 2018, para R$ 46 bi

A Cargill Agrícola, braço brasileiro da gigante americana, registrou receita operacional líquida de R$ 45,6 bilhões em 2018, crescimento de 33% em relação ao ano anterior (R$ 34,2 bilhões). Na comparação, o lucro líquido da subsidiária aumentou 17,1%, para R$ 630,1 milhões.

Os avanços refletiram sobretudo o aumento da produção brasileira de soja na safra 2017/18 e a boa demanda externa pelo grão no ano passado, mais aquecida que o normal em razão das disputas comerciais entre Estados Unidos e China. Mas os crescimentos poderiam ter sido até maiores.

Na semana passada, o CEO da múlti no Brasil, Luiz Pretti, afirmou que os resultados no país ficaram "abaixo do esperado". Durante inauguração de três plantas no complexo industrial da empresa em Uberlândia (MG), o executivo disse que os números foram prejudicados pela greve dos caminhoneiros e pelas "dificuldades econômicas" do país.

A maior parte da receita do ano passado veio de vendas ao exterior. Segundo o balanço divulgado ontem, o volume de exportações, principalmente de soja e milho, representaram 81% do total em 2018, ao passo que a fatia doméstica no volume foi de 19%.

Em nota, Pretti reforçou que a Cargill investiu cerca de R$ 520 milhões no ano passado na consolidação de aquisições, projetos e melhorias das fábricas. "Nos últimos oito anos, nossos aportes somam R$ 5,2 bilhões em busca de eficiência nas operações" destacou. Para 2019, os investimentos estimados no país são de R$ 500 milhões.

Os resultados antes das despesas e receitas financeiras líquidas e impostos somaram R$ 1 bilhão no ano passado, após resultado negativo em R$ 474,6 milhões em 2017. As despesas financeiras avançaram cerca de 85%, para R$ 11,8 bilhões, enquanto as receitas financeiras cresceram 50%, para R$ 11 bilhões.

A Cargill divulgou, ainda, que seu endividamento total no Brasil estava em R$ 8,7 bilhões no fim de 2018, 40% maior que em 2017. Do total, 60% vence de 2023 em diante.

Por Kauanna Navarro

 

 


Fonte: Valor Econômico