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Regap fecha 2020 com retração de 8,9% na produção

Postado em 17 de Fevereiro de 2021

A produção de derivados de petróleo na Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), caiu 8,9% em 2020. Ao todo, foram processados 7,461 milhões de metros cúbicos, contra 8,195 milhões de metros cúbicos em 2019, como reflexo de um ano marcado pela contração da demanda.

Já quando considerada a produção da Petrobras em todo o País houve avanço de 2,8% de um ano para outro. De acordo com os dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em 2020, a companhia produziu 107,8 milhões de metros cúbicos, uma média de 1,828 milhão de barris por dia.

O óleo diesel puxou a produção na refinaria mineira no exercício anterior, com 3,61 milhões de metros cúbicos processados. Houve baixa de 2,3% sobre o acumulado de 2019, quando foram produzidos 3,695 milhões de metros cúbicos.

Logo em seguida veio a gasolina C, com 1,826 milhão de metros cúbicos. Na comparação com um ano antes houve queda de 11%, já que naquele ano o processamento de gasolina C pela refinaria foi de 2,061 milhões de metros cúbicos no Estado.

A Regap ainda fabricou 541,7 mil metros cúbicos de gás liquefeito de petróleo (GLP) em 2020. Um ano antes foram 579,9 mil metros cúbicos, indicando recuo de 6,5% entre os exercícios.

No caso de asfalto houve alta de 26%, já que foram 477,1 mil metros cúbicos no exercício passado, contra 378,6 mil metros cúbicos em 2019.

 A Regap é uma das oito refinarias que a Petrobras colocou à venda em meados de 2019, sob a justificativa de que “os desinvestimentos em refino estão alinhados à otimização de portfólio e à melhoria de alocação do capital da companhia, visando à maximização de valor para os nossos acionistas”.

Juntas, as unidades somam cerca de metade da capacidade de produção de combustíveis do Brasil. Conforme anunciado pela estatal à época, apenas a Regap conta com capacidade de processamento de 166 mil barris por dia, o que corresponde a 7% da capacidade total de refino de petróleo do País. Os seus ativos abrangem também um conjunto de dutos que têm mais de 720 quilômetros.

No início deste mês, a companhia confirmou que concluiu a rodada final da fase vinculante do processo de venda da Refinaria Landulpho Alves (Rlam) e seus ativos logísticos associados, na Bahia. O Mubadala Capital apresentou a melhor oferta final no valor de US$ 1,65 bilhão.

Informou também que recebeu propostas vinculantes para a venda da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), no Paraná, mas decidiu pelo encerramento do processo, uma vez que as condições das propostas apresentadas ficaram aquém da avaliação econômico-financeira da Petrobras e que iniciaria novo processo competitivo.

“Os processos competitivos para venda da Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), no Rio Grande do Sul; Refinaria Isaac Sabbá (Reman), no Amazonas; Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco; Refinaria Gabriel Passos, em Minas Gerais; Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste (Lubnor), no Ceará; e Unidade de Industrialização do Xisto (SIX), no Paraná, continuam em andamento visando à assinatura dos contratos de compra e venda”, comunicou ao mercado.

 

 


Fonte: Diário do Comércio