Clipping

Reino Unido amplia para 10% mistura permitida de etanol à gasolina

Postado em 26 de Fevereiro de 2021

O Reino Unido ampliará de 5% a 10% a mistura permitida de etanol à gasolina que é vendida nas bombas dos postos de combustível do país. O novo teto valerá a partir de setembro.

Com a mudança, definida após consulta pública, os britânicos tentam assegurar o cumprimento da meta de reduzir suas emissões de carbono em ao menos 68% até 2030 - o cálculo é feito a partir dos níveis de emissões de 1990. A meta, anunciada em dezembro passado, foi elevada em relação ao compromisso anterior do Reino Unido, que era de reduzir as emissões em 53%

O governo britânico calcula que o aumento da mistura de etanol reduza as emissões em 750 mil toneladas de carbono por ano — o que seria equivalente a retirar 350 mil veículos das estradas. As autoridades também acreditam que a iniciativa estimulará a criação de novos empregos, como a reabertura da planta de etanol Vivergo, que, sozinha está abrindo 100 vagas. O grupo AB Sugar foi anúncio nesta quinta-feira.

A gasolina com 10% de etanol (E10) é compatível com 95% dos veículos movidos a combustão no Reino Unido, sendo aceita em todos os carros produzidos desde 2011. A maioria dos carros e motocicletas produzidos no fim dos anos 90 também tem autorização dos fabricantes para consumo de E10.

Como ainda há veículos que não são compatíveis como a nova mistura, gasolina com os dois percentuais estará disponível para os motoristas em quase todos os postos. Em alguns casos, como em certas áreas remotas, em zona rural ou em estações muito pequenas, o E5 continuará sendo o único produto disponível.

A decisão de aumentar a mistura de etanol não significa que o país mudou sua estratégia de impulsionar a eletrificação dos carros. “Embora mais e mais motoristas estejam dirigindo veículos elétricos, há passos que podemos tomar para reduzir emissões de milhões de veículos já em nossas estradas”, declarou Grant Shapps, secretário de Transportes do do Reino Unido, em comunicado do governo.


Fonte: Valor Econômico