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Relatório do Itaú BBA destaca aumento da demanda por etanol no mês de agosto

Postado em 9 de Setembro de 2020

Apesar da alta dos preços na usina do renovável, na bomba a paridade nos principais estados foi mantida abaixo de 65% frente à gasolina

A demanda por etanol pelas distribuidoras aumentou ao longo de agosto com destaque para as últimas semanas do mês de acordo com fontes do setor. Em Paulínia, a média das cotações no mês de agosto alcançou R$ 1.792/m3, frente à média de R$ 1.698 em julho, alta de 5,5% no mês.

 Apesar da alta dos preços na usina do renovável, na bomba a paridade nos principais estados foi mantida abaixo de 65% frente à gasolina. Essa competitividade nos postos foi mantida dados os reajustes de preços do combustível fóssil na refinaria que parecem estar sendo repassados ao consumidor. Apesar da 1ª semana de setembro ter sido frustrante aos preços do petróleo, ainda não há necessidade de ajuste negativo nos preços da gasolina no Brasil dado o patamar de câmbio atual, o que pode manter os preços e as paridades favoráveis ao etanol.

Ainda que a paridade de preços tenha sido competitiva ao hidratado, segundo a ANP, o renovável perdeu espaço no consumo do ciclo Otto. Em julho, a participação do etanol foi de 26,7%, frente aos 29,1% em Jul/19. Em relação às vendas de julho, foram comercializados 1,5 bilhão de litros do hidratado, redução de 13% quando comparado a jul/19. Contudo ao compararmos as vendas ao mês anterior, o volume foi superior a 13,9%. Esse aumento das vendas parece indicar uma retomada do consumo que favorece as cotações.

 Em relação ao etanol anidro, merece atenção o balanço do renovável na safra atual, visto que na usina o mix açucareiro elevado e a produção direcionada ao etanol hidratado reduzem a produção de tal combustível. Em contrapartida, o consumo da gasolina C (com anidro) tem ganhado espaço, o que pode resultar em excesso de demanda frente à produção local.

A expectativa de boa safra asiática animou o mercado com compras robustas de fertilizantes desses países, sobretudo a Índia. Concomitante a demanda aquecida, problemas logísticos na China reduziram a disponibilidade dos insumos que combinadas com as compras do Brasil para a safra 2020/21 apertaram o balanço no curto prazo desencadeando um aumento das cotações dos adubos em agosto.

No mercado de fosfatado global, alavancado pelas compras indianas, as cotações do MAP por exemplo, apresentaram aumento de 13,9% no mês de agosto, sendo cotado a USD 370/tonelada. No Brasil, as altas foram mais comportadas, com preços em USD acusando altas de 4,4% de julho até a 1ª semana de setembro.

Em relação aos adubos nitrogenados, as cotações da Uréia tiveram alta de 4,9% nos portos locais, sendo cotado a USD 278/t na 1ª sexta do mês de setembro. O balanço global de curto prazo mais ajustado parece movimentar os preços do complexo N. Já no Potássio, a preocupação se volta para a Bielorrússia e o fornecimento da matéria-prima. O país é responsável por 20% da oferta global, sugerindo que qualquer interrupção nas minas ou na distribuição poderá comprometer a disponibilidade de tais produtos. Contudo os estoques e as notícias sobre operação normal nas minas contêm os preços do KCL.

No Brasil, a relação de troca para soja teve ligeira perda para o produtor em USD. Já o milho apresentou ganhos e para a pluma de algodão tal relação permaneceu estável. Ainda assim para as três culturas, a relação de troca se mantém bastante favorável e abaixo das médias históricas.

 


Fonte: CanaOnline com informações do Relatório da Consultoria Agro do Itaú-BBA