Clipping

RenovaBio completa um mês, mas ainda não há previsão para início do mercado de CBios

Postado em 30 de Janeiro de 2020

Em novembro de 2019, o Ministério de Minas e Energia (MME) publicou a portaria que define as principais regras sobre os créditos de descarbonização (CBios), ativos comercializáveis criados pelo programa RenovaBio. Mais de dois meses após a publicação do texto e com o programa tecnicamente em funcionamento há um mês, nenhum título foi comercializado – ou sequer emitido.

Conforme a portaria, a escrituração dos CBios está a cargo de instituições financeiras que tenham interesse em participar do programa. De acordo com o coordenador de biocombustíveis do MME, Paulo Roberto Costa, na etapa atual do RenovaBio – que está oficialmente em vigor desde 24 de dezembro de 2019 –, as interessadas estão organizando seus processos e se adaptando para se tornarem escrituradoras.

“Cada produtor certificado vai analisar a relação custo-benefício [de cada escriturador], observando quanto vai ser cobrado por CBio ou pela operação, se tem custo de carregamento e qual é, e quais são as vantagens. Às vezes, ele aceita pagar um pouco mais por ter alguma vantagem, especialmente se o produtor já tiver um relacionamento de longa data com o banco”, complementa o coordenador.

Ele ainda relata que não há uma lista dos escrituradores que irão participar do programa. “Alguns foram divulgados anteriormente [referindo-se a Santander, Citibank e XP Investimentos], mas o pedido é que os nomes são sejam divulgados”, afirma Costa.

Em entrevista ao novaCana, o Santander confirmou que vai fazer a escrituração dos CBios. Porém, o banco afirma que ainda está em processo de definição da modelagem final da participação no ambiente de comercialização do produto.


Fonte: novacana.com - retirado do Portal SIAMIG