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RenovaBio: menor emissão de CO2 do etanol 2G aumentará a liderança da cana; etanol de milho dos EUA dobra a emissão

Pelo sistema básico padrão de produção estabelecido na RenovaCalc, medidndo a pegada de carbono, etanol de 1a geração emite 21 gramas de CO2 por megajoule, enquanto o 2G cai abaixo de 10, por usar resíduos como energia na produção. Etanol de milho em usina flex, 24, e de stand alone, 26. O importado entra no Brasil carregando uma emissão de gases efeito estufa de 44.

Com base no RenovaCalc, o etanol de cana-de-açúcar é mais eficiente no 2G se comparado com o etanol de primeira geração. No entanto, o etanol de milho importado entra no Brasil com o dobro de emissão de gases de efeito estufa do que os produzidos aqui no País.

De acordo com o chefe-geral da Embrapa Meio Ambiente, Marcelo Boechat Morandi, a pegada de carbono é calculada como uma contabilidade ambiental. “É feito um balanço das emissões de carbono tudo que entra de material e de energia e tudo sai no sistema como produto, co-produto e resíduo. No final, nós temos o tamanho das emissões que daquele produto que avaliamos”, afirma.

A calculadora do renovabio não conta com todas as biomassas possíveis, já que podem surgir novas, mas as principais biomassas disponíveis que produzem todos os tipos de bicombustível, etanol, biogás já estão presentes na calculadora da Embrapa Meio Ambiente.

Morandi destaca que alguns insumos que são contabilizados durante o processo têm um potencial maior de emissão de Co² e influência diretamente nesta pegada de carbono. “Esses são os principais que damos atenção, ou seja, são esses que a gente pede os dados de entrada. Porém, todos os outros estão contabilizados dentro da calculadora já que parte tem uma influência muito pequena”, comenta.

Com relação ao calculo para diferentes biomassas, o chefe-geral salienta que a calculadora desenha o processo produtivo dos bicombustíveis. “A calculadora está preparada para isso quando a pessoa entra com os dados isso também inclui o transporte e a distribuição, sendo que dependendo do transporte e combustível terá um impacto na nota final de desempenho”, pontua.

 

Por: Giovanni Lorenzon e Andressa Simão


Fonte: Notícias Agrícolas