Clipping

Safra de cana-de-açúcar no centro sul poderá ter uma quebra em torno de 4%

O Grupo IDEA está concluindo pesquisa de atualização da safra de cana-de-açúcar 2017/18 e os primeiros resultados dão conta que a produção de cana deve apresentar uma quebra significativa de produção.

A última pesquisa realizada no mês de agosto, mostrou que no Centro Sul a quebra já apresentava redução de 3,28% em relação às estimativas feitas antes do inicio da safra. As regiões mais afetadas são: Araçatuba,Presidente Prudente, Jaú e Piracicaba no Estado de São Paulo, além dos estados de Mato Grosso do Sul, Paraná e Minas Gerais cuja safras se encontram adiantadas.

A falta de cana será mais sentida neste final de safra, pois os canaviais estão apresentando queda elevada nas médias de produtividade. Esta situação se deveu à prolongada estiagem que afetou as citadas regiões.

Os poucos tratos nos canaviais, a redução da área de plantio na safra 2016/17 e o envelhecimento dos canaviais, contribuiram decisivamente para este cenário.

A situação de crise gerada pelas políticas de controle da inflação através do congelamento dos preços dos combustíveis praticados nos governos do PT, desistimularam o setor por seis longos anos.

Por outro lado, recentemente, os preços do açúcar tiveram alguns meses com preços razoáveis no final do ano passado e início deste ano, girando em torno de 20 centavos de dólar por libra peso, porém vem sofrendo muito com queda contínua de preços no mercado internacional, atingindo atualmente algo ao redor de 15 centavos de dólar por libra peso.

O mercado internacional, inexplicavelmente, sinaliza apenas um pequeno excedente de estoque da ordem de 3 milhões de toneladas de açúcar mas os fundamentos da safra brasileira não estão se refletindo no mercado.

Se a quebra atingir os 4%, teremos uma redução na moagem entre 18 a 20 milhões de toneladas de cana, representando uma menor oferta de açúcar e etanol ao mercado.

Atualmente as empresas estão preferindo fabricar mais etanol do que açúcar e isto também pode se refletir numa menor oferta do produto e quem sabe até numa melhora de preços a partir do final desta safra.


Fonte: Grupo IDEA