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Sem comentar, Raízen estaria se preparando para originar açúcar para terceiros após contratação de profissional

Postado em 25 de Agosto de 2020

Apesar da experiência não muito bem sucedida da Raízen com a asiática Wilmar, que se desfizeram da trading de açúcar RAW após quatro anos de joint venture, o grupo formado por Cosan (CSAN3) e Shell parece não desistir de seguir atuando mais fundo no mercado global da commodity.

Agentes do setor  registram a intenção do player em promover e executar diretamente toda a venda de seu açúcar, não parando mais o processo no porto nas mãos uma trading como ocorre hoje com a maior parte do seu volume exportado, mas também passar a vender para o mercado externo o produto da matéria-prima da cana também de outros produtores. E atuar diretamente na entrega, participando das operações completas de comércio exterior.

O movimento ganhou contornos com a notícia da ida para a Raízen do trader Eduardo Sia, da Sucden, uma das maiores negociadoras de açúcar global. Sia e a Raízen não confirmaram nem negaram a informação, mas várias fontes do mercado estão comentando a contratação do profissional, a frente de importantes negociações da trading francesa entre produtores e compradores.

O maior produtor mundial de açúcar e etanol também não quis comentar, até a publicação deste texto, a pedido de Money Times, o seu possível interesse em assumir um papel de trading, integral e completo, num modelo que, segundo fontes que pediram anonimato, seria parecido ao da Copersucar.

A Raízen, se assim vir a operar, entraria no “mercado CIF” (custo, seguro e frete, do termo comercial em inglês), quando o vendedor arca com os custos da operação até o destino final do açúcar. Hoje, a maior parte da commodity do grupo é preço FOB (livre a bordo, em tradução livre), que significa que do navio para frente é o comprador é quem assume os custos.

 


Fonte: Money Times