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Sem o B11 em julho, ociosidade da indústria de biodiesel vai ultrapassar 40%, afirma Ubrabio

O setor de biodiesel do Brasil precisa da entrada em vigor do cronograma de aumento da mistura obrigatória do biocombustível no diesel, conforme estabelecido pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) para evitar uma crise iminente.

Sem o início do B11 (11% de biodiesel), que estava previsto para junho, o último leilão bimestral registrou sobreoferta de mais de 408 milhões de litros, o que representa 30% do volume ofertado.

“Em abril, o setor ofertou 1,3 bilhão de litros, com a expectativa de atender ao aumento do B10 para o B11. Mas foi surpreendido pela mudança no cronograma previsto na Resolução CNPE n° 16/2018”, explica o presidente da União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio), Juan Diego Ferrés.

Ferrés alerta também para o risco de uma ociosidade ainda maior no segundo semestre. “Em junho, acontece o 67° Leilão de Biodiesel ANP, para abastecer o país nos meses de julho e agosto, mas, sem o B11, haverá um efeito cascata que pode levar a indústria a 40% de ociosidade”.

B15 atrai investimentos

O cronograma aprovado pelo CNPE no final do ano passado estabelece o aumento de 1% ao ano no teor de biodiesel adicionado ao diesel fóssil até 2023. Com isso, a previsão é alcançar o B15 até março de 2023.

A evolução do uso deste combustível renovável, além de estar em linha com a Política Nacional do Biocombustíveis (RenovaBio), vai atrair investimentos em novas unidades de produção da ordem de R$ 1,2 bilhão, projeta a Ubrabio.

Serão necessárias 12 novas unidades de produção de biodiesel com a capacidade média de 170 milhões de litros/ano, para atender o B15 nos próximos quatro anos. Isso significa novos empregos, geração de renda e movimentação da economia, calcula a entidade.

Outro setor que será alavancado é o de processamento de soja. A Ubrabio estima um acréscimo de 15 milhões de toneladas no processamento de soja, o que vai demandar investimentos do setor privado equivalente a R$ 3,8 bilhões, além de promover a agregação de valor à produção agrícola e o fortalecimento da indústria nacional de carnes e derivados.

 

 


Fonte: Urabio