Clipping

Sentimento de Bolsonaro contra a China e imagem prejudicada do Brasil no exterior podem levar o país a perder a liderança do agronegócio

Postado em 9 de Novembro de 2020

Bolsonaro ignora que em 2019 nossas exportações para a China somaram US$ 63.3 bilhões e que em 2020 já somam US$ 53.3 bilhões

Para o consultor Arnaldo Corrêa, diretor da Archer Consulting, a vitória de Joe Biden nas eleições para a presidência dos Estados Unidos vai obrigar o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, a entender que os países não têm amigos e, sim, interesses. O consultor também salienta que o prejuízo à imagem do Brasil lá fora capitaneado pelo governo se configura em alarmante possibilidade de o País perder espaço na liderança do agronegócio - entre outros motivos - pela declarada sinofobia do ocupante da presidência.

Corrêa adverte que o fortalecimento do real fica em constante xeque porque até o momento o governo não tem um orçamento aprovado para o ano que vem. “Não existem políticas públicas de investimento, o ministro da economia é um triste fantoche do presidente, e nenhuma das inúmeras promessas de campanha de Bolsonaro foi cumprida. O que há, de sobra, é o gosto pelo enfrentamento com quem quer que seja que ouse confrontar suas parvoíces.”

O Diretor da Archer Consulting observa que ainda bem que o pujante agronegócio brasileiro carrega o Brasil nas costas. “Mas devemos torcer para que nossos parceiros comerciais, em especial a China, não prestem atenção às falas do presidente brasileiro. Bolsonaro ignora que em 2019 nossas exportações para a China somaram US$ 63.3 bilhões e que em 2020 já somam US$ 53.3 bilhões. Imagine a destruição que causaria à nossa economia um eventual embargo chinês aos produtos brasileiros em represália às grosserias e bravatas do capitão. Esse estrago só não seria maior do que a herança que Bolsonaro vai deixar para os brasileiros que nele confiaram.”

 


Fonte: CanaOnline